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03 de Janeiro de 2013 - 07:00

Por Renato Salles

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Castelar:
Castelar: 'essas verbas são abusos do passado'
 Noraldino é co-autor do projeto que extingue penduricalho
Noraldino é co-autor do projeto que extingue penduricalho
Jucélio diz que renúncia é coerente com campanha
Jucélio diz que renúncia é coerente com campanha

O ano novo começou na Câmara da mesma forma que 2012 chegou ao fim, com as discussões sobre o projeto de lei que propõe o fim dos pagamentos por reuniões extraordinárias - até o limite de R$ 6.012,70 - e da ajuda de custo de R$ 30.063,52, que equivalem ao 14º e 15º salários pagos em dezembro e janeiro, permeando os discursos políticos mais engajados. Ontem, durante a primeira reunião da nova Legislatura empossada na última terça-feira, os vereadores Jucélio Maria (PSB), Noraldino Júnior (PSC) e Wanderson Castelar (PT) externaram, por meio de requerimentos, seus anseios em renunciar as verbas extras durante o exercício do atual mandado. O petista segue o mesmo procedimento adotado há quatro anos, quando assumiu uma cadeira no Legislativo pela primeira vez.

Como justificativa, o trio afirma que a medida é coerente com os seus posicionamentos políticos e pessoais. Noraldino e Castelar são co-autores da matéria que extingue os penduricalhos. A tramitação da peça que também conta com a assinatura do ex-vereador José Sóter Figueirôa (PMDB) se arrasta desde dezembro de 2011. "São pensamentos que nortearam minha campanha. A maioria da população não desfruta de um sistema de remuneração semelhante. Enquanto cidadão, tenho que renunciar para ser coerente com aquilo que acredito", afirma Jucélio, que exerce seu primeiro mandato.

Castelar aproveitou a oportunidade para cobrar a inclusão da matéria, que já está liberada para plenária, na pauta de votação "o mais rápido possível". "Essa Legislatura tem a oportunidade de acabar com os penduricalhos. Não podemos cometer abusos. E o pagamento dessas verbas são abusos do passado." Nos bastidores, os defensores da matéria temem que a presença da peça na pauta não aconteça nos próximos dias, impossibilitando a supressão do pagamento do auxílio paletó de janeiro, que deve acontecer na próxima semana.

Após seu debute na Presidência da Câmara, Júlio Gasparette (PMDB) afirmou que a peça deve seguir seu trâmite normal. Neste momento, a Mesa Diretora detém atenção em outras prioridades, como a definição dos responsáveis pelas 13 comissões permanentes da Casa. Uma reunião foi agendada para amanhã. "Eles estão abrindo mão do auxílio-paletó em um gesto pessoal. Mas não posso responder pelo conjunto dos 19 vereadores. Posso afirmar que tudo está sendo feito dentro da legalidade. Sempre fomos muito responsáveis", afirmou Gasparette, lembrando um acordo entre os parlamentares que permite a Mesa Diretora suprimir os pagamentos por reuniões extraordinárias, arranjo que, entretanto, não tem respaldo na Legislação. "As extraordinárias continuarão acontecendo. Faz parte do funcionamento. O que acabou foi o pagamento por isso."

 

 

Novatos estreiam no plenário

Com os discursos políticos restritos aos posicionamento acerca do projeto que pretende extinguir o pagamento dos penduricalhos, a maioria absoluta das intervenções dos vereadores, na reunião de ontem, teve um caráter entusiasmado, de agradecimento e confraternização entre os pares. Anfitrião, o novo presidente da Câmara se colocou à disposição dos colegas durante os próximos quatro anos.

Um dos poucos novatos a discursar na plenária, Aparecido Reis (Cido, PPS) mostrou-se emocionado em suas primeiras palavras como vereador empossado, recebeu a solidariedade dos mais experientes. "Demorei quase dois meses para ter coragem de subir nessa tribuna. É muito bom ver os novos vereadores se manifestando desde o primeiro dia. Mostram que poderão contribuir muito para a atual Legislatura e para a cidade nos próximos anos", afirmou Rodrigo Mattos (PSDB), que embora seja o parlamentar mais jovem das últimas três Legislaturas, está iniciando seu terceiro mandato.

 

 

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