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11 de Março de 2014 - 11:27

Por Tribuna

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O vereador Wanderson Castelar (PT), 49 anos, teria resistido a uma abordagem policial e acabou detido na madrugada desta terça-feira (11), no Centro de Juiz de Fora. Ele foi encaminhado para a delegacia e autuado por resistência, crime previsto no artigo 329 do Código Penal. O vereador foi ouvido, assinou Termo Circunstanciado de Ocorrência, foi liberado e vai responder no Juizado Especial Criminal. Durante a confusão, dois militares e o próprio Castelar teriam sofrido escoriações.

De acordo com o boletim de ocorrência (BO), uma viatura da polícia deslocava-se pela Avenida Rio Branco, no lado par, quando os PMs avistaram um Volkswagen Gol branco parado no lado oposto da pista. Os ocupantes, Castelar e sua companheira, saíram do carro e caminharam no sentido do Mergulhão. Os militares foram verificar o que estava acontecendo e pediram que o vereador se identificasse. A princípio, ele teria se negado a apresentar documento. Entretanto, posteriormente, o parlamentar entregou a identidade, mas teria saído do local, negando-se a esperar pela consulta ao sistema.

Ao ser alcançado pelos militares, o vereador recebeu voz de prisão, porém teria respondido que não seria preso de maneira alguma. Ele teria, então, resistido, fazendo com que os policiais tivessem que utilizar força física moderada, com técnicas e imobilização e condução, segundo o boletim de ocorrência. Um cabo que participava da abordagem, 32 anos, relatou ter tido escoriações no braço esquerdo e na mão direita, e um sargento, 42 anos, nos braços e nos lábios. Os ferimentos sofridos por Castelar não foram especificados, mas consta no documento policial que ele preferiu não ser conduzido para atendimento médico.

Segundo Castelar, o carro apresentou defeito, obrigando a parada na Avenida Rio Branco. O parlamentar alega ter se identificado como cidadão e não como vereador. Ele acrescenta que não deixou o local, mas apenas atravessou para o lado oposto da Rua Benjamin Constant, o que teria sido entendido pelo policial como desobediência. Castelar solicitou a realização de exame de corpo de delito.

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