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08 de Janeiro de 2014 - 17:53

Por Tribuna

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Vigilantes foram recebidos pelo pró-Reitor de Planejamento e Gestão, Alexandre Zanini
Vigilantes foram recebidos pelo pró-Reitor de Planejamento e Gestão, Alexandre Zanini

Atualizada às 21h38

Oitenta e sete vigilantes da empresa JKMG Segurança Privada, funcionários terceirizados da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), estão sem salário desde dezembro. Além da falta do pagamento, os trabalhadores não receberam o 13° salário, o vale-alimentação (referentes à dezembro e janeiro - no valor de R$ 132 cada um) e o vale-transporte deste mês. Para protestar contra a situação, cerca de vinte empregados foram à reitoria, na tarde desta quarta-feira (8), cobrar medidas eficazes e uma solução rápida para o impasse. "Nós precisamos de receber. Eu, por exemplo, moro numa área de risco no Bairro Centenário e preciso fazer uma obra na minha em casa, principalmente nessa época de chuva. Além disso, já está faltando dinheiro para muita coisa. A situação está caótica", afirmou o vigilante Emerson Avelino dos Santos. As cestas básicas dos últimos dois meses também estariam atrasadas, assim como o pagamento de curso de atualização dos vigilantes, feito de dois em dois anos.

Após manifestação pacífica na reitoria, os vigilantes foram recebidos pelo pró-Reitor de Planejamento e Gestão, Alexandre Zanini. Em reunião que se estendeu até o início da noite, Zanini explicou aos trabalhadores que uma instituição pública só pode efetuar o repasse de dinheiro a qualquer empresa após a apresentação dos comprovantes do pagamento de todos os encargos e benefícios dos funcionários contratados. No caso especifico da JKMG, a empresa não teria apresentado as notas dos pagamentos parcelados do INSS dos meses de setembro, outubro e novembro, além dos pagamentos dos salários de dezembro, 13° salário, vale-alimentação de dezembro e janeiro e vale-transporte do mês vigente.

"Por lei, a empresa contratada precisa ter fluxo de caixa para pagar os funcionários. A UFJF possui 30 dias para fazer o repasse do pagamento às empresas. Assim que surgir a nota (fiscal), sem nenhuma pendência no nosso setor de contratos, iremos imediatamente fazer o contato com o Governo federal em Brasília e pagar. Eu gostaria de poder pagar diretamente à vocês, mas não posso", afirmou o pró-reitor aos vigilantes. A Tribuna fez contato com a empresa, mas foi informada de que a direção não estava no momento e só retornaria nesta quinta. De acordo com Zanini, por não respeitar os prazos, a empresa pode sofrer sanções variadas, desde multa até a proibição na participação em outras licitações públicas no prazo de cinco anos.

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