Professor será julgado hoje em 1ª instância

Lideranças sindicais e de representações de docentes das redes estadual e municipal se preparam para realizar um ato em apoio ao professor André Nogueira. Detido em agosto de 2011, durante um protesto de estudantes, André responde a um processo judicial ajuizado pelo Ministério Público do Estado (MPE) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) por desobedecer a ordem legal de funcionário público. Ele será julgado hoje à tarde no Juizado Especial Criminal de Juiz de Fora, que funciona na Avenida Brasil, na altura do Bairro Costa Carvalho. Se condenado, pode ser apenada com detenção de até seis meses.
Em resposta à reportagem, o docente voltou a se defender da acusação. “Na ocasião, a ordem do policial foi para que a rua (a Avenida Rio Branco) fosse desocupada. Mas a manifestação era organizada pelos alunos (da rede estadual, em apoio à greve dos professores estaduais). Eu não tinha como ‘desobedecer’ uma ordem já que o protesto era dos estudantes, e estávamos lá apenas para garantir a segurança de de nossos alunos”, argumenta o professor do estado. Antes de ser detido, André chegou a ser imobilizado e jogado ao chão pela força policial.
O professor de 32 anos lamenta a demora no trâmite do processo, que chegou a ter uma audiência agendada para outubro de 2013, mas a sessão acabou adiada. Quinze meses depois, a sessão foi remarcada sem mudanças no cenário e acontece hoje, às 15h30. Antes, lideranças sindicais e de docentes prometem realizar uma mobilização em frente ao Juizado Especial em apoio a André e contra aquilo que classificam como um esforço para criminalizar os movimentos populares, sindicais e sociais.
“Em um ato pacífico, a Polícia Militar, a comando do Governo (à época governador por Antonio Anastasia,PSDB), agiu com truculência e ameaça aos alunos, incluindo a tentativa de agressão física aos manifestantes. Ao evitar o atropelamento dos alunos provocado pela Polícia Militar, o professor André foi jogado ao chão e detido de forma brutal, ficando algemado por cerca de duas horas, o que lhe ocasionou vários hematomas pelo corpo”, lamenta nota do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). Em apoio ao professor, também foram recolhidas cerca de 700 assinatura em petição publica realizada pela internet.









