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21 de Fevereiro de 2014 - 05:00

Histórico de mudanças nos nomes de ruas de Juiz de Fora mostra como a trajetória política do país pode reescrever o mapa da cidade

Por Gabriela Gervason

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A tradição popular também rendeu nomes pitorescos a determinados logradouros de Juiz de Fora. Assim, elementos presentes em determinadas vias serviram como elemento de identificação, embora não haja comprovação de que esses "apelidos" chegaram a ser oficializados pela administração pública. Nesse sentido, a responsável pelo setor de memória da Biblioteca Municipal Murilo Mendes, Heliane Casarin, acrescenta os exemplos da Rua dos Jalões (atual Alencar Tristão), que se destacava pelas plantações desse tipo de árvore, e da Rua das Palmeiras (Rua Mariano Procópio), por conta das fileiras de palmeiras que até hoje ornamentam o parque do Museu Mariano Procópio e a 4ª Brigada de Infantaria Motorizada.

Da mesma forma, a grande quantidade de residências de imigrantes alemães fez com que a Rua Bernardo Mascarenhas fosse, por muito tempo, conhecida como Rua da Colônia. Já a Rua Osório de Almeida, no Bairro Poço Rico, era chamada de Rua do Cemitério por conta do Cemitério Municipal. A mesma via também já foi associada ao nome do empresário Pantaleone Arcuri, responsável por várias construções erguidas na região. No Bairro Santa Teresinha, a Avenida Rui Barbosa ficou conhecida como Rua da Tapera, em referência à fazenda que deu origem ao bairro.

Em contrapartida de todas essas mudanças, Heliane Casarin destaca a permanência do nome de ruas batizadas em homenagem a santos e divindades católicas, a exemplo da Rua Santa Rita, Rua Santo Antônio e Rua Espírito Santo, que sempre foram conhecidas como tal.

Batizadas em homenagem a personagens importantes da história de Juiz de Fora, algumas ruas tiveram seus nomes simplificados pela prática cotidiana, o que acabou sendo motivo de equívocos. Esse foi o caso da Rua Antonio Dias Tostes, que acabou conhecida como Antônio Dias apenas, criando margem para uma confusão entre um dos pioneiros da cidade e o bandeirante. No Bairro Vitorino Braga, a via que homenageia o médico Garibaldi Pires da Silva Campinhos - responsável pela construção do castelinho onde funciona o Colégio Santos Anjos -, foi por muito tempo conhecida apenas como Avenida Garibaldi, levando as pessoas a acharem que se tratava de uma menção ao herói italiano. Na tentativa de evitar a confusão, em ambos os casos, a recuperação da denominação original foi exigida por lei.


A tradição dita o nome

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