Em 2012, produções voltadas para uma crescente classe C predominaram na televisão, começando na teledramaturgia, passando pela linha de shows e atingindo o jornalismo. Prova disso foram as tramas de pegada popular - como "Avenida Brasil" e "Cheias de charme", da Globo, além de "Balacobaco", da Record - e a preferência por formatos prontos que já fizeram sucesso em outros países. O caráter popular foi ainda reforçado pela implantação do "Encontro com Fátima Bernardes", que de jornalismo não tem muita coisa. Tanta exaltação a esta nova classe C acaba resultando em produtos televisivos mais superficiais. Na escolha dos destaques do ano de "Melhores de TV Press", que acontece pelo 23º ano consecutivo, o que mais se sobressaiu, no entanto, foram produções que não sofreram essa contaminação popular e não se limitaram apenas à preocupação - já cansativa - em agradar às massas.
Fora do horário nobre e sem um compromisso tão grande com os números de audiência, "Gabriela" e "Lado a lado" mostraram qualidades dramatúrgica e técnica bem acima da média. Tanto que a trama adaptada por Walcyr Carrasco conquistou quatro categorias: "Melhor novela", "figurino", "trilha sonora" e "melhor ator". Já "Lado a lado" rendeu a João Ximenes Braga e Claudia Lage a categoria "melhor autor" e também ganhou como "melhor fotografia", assinada pelo experiente Walter Carvalho.
Mas o forte apelo popular de "Avenida Brasil" não ficou de fora. Graças à sua atuação convincente de uma vilã carismática - a Carminha -, Adriana Esteves foi consagrada na categoria "melhor atriz". O "destaque negativo" da dramaturgia, no entanto, sobrou para Rodrigo Lombardi, que vive o enfadonho Théo, protagonista de "Salve Jorge".
Na contramão do requinte de "Gabriela" e "Lado a lado", a dramaturgia da Record parece andar para trás. Depois da confusa "Máscaras", a emissora imaginou que investir na popular e rasa "Balacobaco" seria bom para atrair telespectadores, plano que não se concretizou. Entre inúmeras trocas de horário na programação e perda de audiência, a emissora conseguiu se destacar apenas na categoria "série e seriados", com o apuro estético de "Rei Davi".
No ano em que o esporte contou com grandes acontecimentos, a Globo mostrou que nem sempre tem o melhor jornalismo. As Olimpíadas de Londres foram praticamente ignoradas pela emissora, que, quando muito, se limitava a exibir o quadro de medalhas. O direito de transmissão dos jogos pela Record, no entanto, não foi suficiente para a emissora do bispo Edir Macedo alavancar sua audiência.
Em 2012, os destaques de "TV Press" do jornalismo ganharam três novas categorias: "narrador", "comentarista" e "programa de esporte", que premiaram, respectivamente, Milton Leite, Júnior e o "Redação SporTV". Com sua visão analítica e acabamento técnico, o "Jornal da Globo" conquistou a categoria "telejornalismo". E o "programa do Jô", que conta com um apresentador cada vez mais à vontade e que, finalmente, deixa os entrevistados falarem, faturou a melhor no quesito "Programa de entrevista".
Sem tantas ousadias, entre os destaques da linha de shows prevaleceram os já bem estabelecidos "Fantástico", que ganhou na categoria "programa de variedades", e o "Altas horas", vencedor em "programa de auditório". Na onda dos formatos prontos, que já "inundou" praticamente todas as emissoras, a Band também foi reconhecida pelo extravagante "Mulheres ricas", na categoria "competição/reality".
DRAMATURGIA
Novela - "Gabriela"
Desde a escolha do elenco, direção de arte e a própria direção de Mauro Mendonça Filho, "Gabriela" foi o grande destaque entre os folhetins de 2012. Mais até pelos personagens paralelos do que pelo próprio casal de protagonistas, vividos sem maior brilho por Juliana Paes e Humberto Martins. Com uma luz sempre fiel aos tons quentes da trama criada por Jorge Amado, a produção caprichou também no figurino e trilha sonora - outras vitórias nos "Melhores de TV Press 2012", e provou que a nova faixa de 23h é mesmo um grande acerto da Globo, com histórias mais curtas e uma liberdade de criação que não se consegue nos outros horários.
Ator - Antônio Fagundes
Nos últimos anos, Antônio Fagundes parecia ter dificuldades para, na TV, se distanciar do caminhoneiro Pedro, que interpretou no seriado "Carga pesada". Mas fez uso de toda sua experiência para transformar o rude Ramiro Bastos, de "Gabriela", na atuação mais marcante da novela. E se despiu de qualquer vaidade para isso. Tanto que, em cena, aparentava bem além dos seus 63 anos. Na pele do conservador coronel, o ator passou por uma caracterização que envolveu sobrancelhas e bigode postiços, que ajudavam a endurecer seu semblante aliados a uma verruga na testa. Além disso, Fagundes construiu um jeito de falar carregado e um andar arrastado que acentuavam ainda mais o tom pesado que o fazendeiro exigia.
Atriz - Adriana Esteves
Adriana Esteves conseguiu a unanimidade em 2012 entre os melhores da dramaturgia brasileira. Mesmo diante de atrizes como Cláudia Abreu e Leona Cavalli, que se destacaram em "Cheias de charme" e "Gabriela", a atriz finaliza o ano consagrada. Ao longo dos 179 capítulos de "Avenida Brasil", ela conseguiu fazer da dissimulada Carminha uma das maiores vilãs da teledramaturgia nacional. Mas, ao contrário de várias colegas que já ocuparam o posto de malvada, Adriana aproveitou toda a ausência de maniqueísmos do texto de João Emanuel Carneiro para, no tempo certo, redimir sua personagem.
Atriz Coadjuvante - Carolina Dieckmann
A ideia era que Carolina Dieckmann fizesse uma curta participação no início de "Salve Jorge". Mas o vagaroso desenvolvimento da ida da mocinha Morena, de Nanda Costa, para a Turquia, vítima do tráfico humano, fez com que a atriz roubasse as cenas e todos os holofotes da novela se voltassem para a corajosa Jéssica. E Carolina se mostrou pronta para segurar o posto de protagonista temporária e dar o pontapé que a trama de Gloria Perez precisava para que, finalmente, se iniciasse. Com isso, teve não só a morte de sua personagem adiada como também conquistou a categoria "atriz coadjuvante" nos "Melhores de TV Press 2012".
Ator Coadjuvante - Marcos Caruso
O posto de galã nunca foi almejado por Marcos Caruso. O ator, aliás, jamais imaginou que pudesse conquistá-lo na televisão. Mas conseguiu, aos 60 anos, se surpreender ao se dedicar tanto na construção do ex-pugilista Leleco de "Avenida Brasil". O talento de Caruso sempre foi evidente, mas é fato que suas aparições mais marcantes nas novelas se deram em papéis de pais ou maridos tratados como bobões, como aconteceu em "Mulheres apaixonadas", "Páginas da vida" e "Três irmãs". Na pele de um típico malandro do subúrbio, o ator conseguiu se reinventar e, ao lado de Débora Nascimento e Eliane Giardini, foi o responsável pelas sequências mais hilárias da história de João Emanuel Carneiro.
Cenografia - Alexandre Gomes, Alexis Pabliano e Flávia Yared
A ideia de ter um lixão ambientando a maior parte dos capítulos iniciais de uma novela das nove poderia soar, no mínimo, indigesta. Mas a equipe de cenografia de "Avenida Brasil" transformou as imagens do aterro sanitário cenográfico em um dos pontos altos da trama de João Emanuel Carneiro. Foram 13 mil metros quadrados de cidade cenográfica construídos dentro do Projac, e o impressionante resultado fez de Alexandre Gomes, Alexis Pabliano e Flávia Yared a equipe que se destacou na categoria "cenografia".
Arte - Eduardo Feijó
Novelas das 19h são sempre pautadas na comédia e recheadas de exageros. E esse parece ter sido o maior trunfo da equipe de arte de "Cheias de charme", que conquistou a categoria "melhor arte". Difícil esquecer a vistosa estátua de Chayene, papel de Cláudia Abreu, que enfeitava Sobradinho, cidade natal da cantora, no Piauí. Desde ônibus e avião personalizados para as turnês dos artistas da trama à favela cenográfica, tudo reforçou o conceito de fábula, presente ao longo de todo o texto de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.
Figurino - Labibe Simão
A juiz-forana Labibe Simão ainda é um nome em ascensão entre as figurinistas da TV, mas tem feito trabalhos notáveis no que diz respeito a, literalmente, dar roupa aos personagens. E, assim como no ano passado, em "O astro", fez bonito na faixa das 23h da Globo. Na segunda versão de "Gabriela", Labibe buscou inspiração no cinema da época e em figuras icônicas para compor alguns papéis, como na dona do bordel Bataclan, Maria Machadão, vivida por Ivete Sangalo, declaradamente inspirada em Coco Chanel.
Fotografia - Walter Carvalho
Trabalhar a luz de uma época sem energia elétrica é tarefa para gente grande. Não à toa, Dennis Carvalho contou com o auxílio de Walter Carvalho na hora de conceituar toda a fotografia de "Lado a lado". Partindo de ruas escuras e do princípio de que a luz vinha do fogo, da lamparina, o cineasta se desdobrou para ambientar uma época que só conhecemos através de retratos em preto e branco.
Trilha sonora - Mariozinho Rocha
Poderia até ser taxado de falta de originalidade, mas a estratégia de manter a trilha sonora original da primeira versão de "Gabriela" com novos arranjos foi um grande diferencial na adaptação de Walcyr Carrasco do clássico de Jorge Amado. Em tempos de busca excessiva por ritmos que empolguem a nova classe C, Mariozinho Rocha soube dosar o conservadorismo e a ousadia, acrescentando apenas uma ou outra canção por questões estratégicas.
Autor - João Ximenes Braga e Claudia Lages
Audiência não pode mesmo ser vista como sinônimo de qualidade. Apesar das limitações impostas pelo horário das 18h e até pelos paradigmas que insistem em sobreviver na teledramaturgia, João Ximenes Braga e Claudia Lages não se acomodaram. Ao estrearem como autores principais com "Lado a lado", os dois conseguiram criar um contexto original, onde uma parte da história dos negros no Brasil é contada a partir do ponto de vista deles. Ao retratar os primeiros anos após a Lei Áurea, a dupla mostra a dura batalha desses ex-escravos para viver dignamente.
Séries e Seriados Nacionais - "Rei Davi"
Depois de uma experiência desastrosa com "A história de Ester", em 2010, e algum avanço com "Sansão e Dalila", em 2011, a Record parece finalmente ter dado seu grande passo no gênero bíblico ao produzir "Rei Davi". A escalação de Edson Spinello como diretor-geral foi um grande acerto, assim como também o aumento de investimentos. Os custos de produção chegaram a R$ 25 milhões, o que possibilitou um cuidado especial nos cenários, caracterizações e figurinos valorizados pela alta definição das imagens.
Diretor - Luiz Fernando Carvalho
Luiz Fernando Carvalho é, sem dúvidas, um dos diretores mais autorais da televisão, ainda mais em seus trabalhos recentes, em que passou a assinar também o texto. E, muitas vezes, paga um preço por isso. Ao se permitir as maiores ousadias dentro da Globo, corre o risco de amargar índices fracos de audiência, como já aconteceu com "A pedra do reino". Desta vez, com "Suburbia", Carvalho se voltou para a periferia, mas com um tom poético e imagens conceituais que trazem um diferencial para a TV aberta. E consegue um apelo popular que os últimos trabalhos do diretor não conquistaram.
Destaque negativo - Rodrigo Lombardi
Já se tornou hábito assistir à derrocada dos mocinhos de Gloria Perez. Desde 2005, com o pacato peão Tião, de Murilo Benício, de "América", a autora não consegue sequer um final feliz para o casal principal de suas novelas. Pelo menos, não juntos. E, curiosamente, Rodrigo Lombardi amarga agora, em "Salve Jorge", o que já viu o colega Márcio Garcia passar em "Caminho das Índias". Na época, o insosso Bahuan, papel de Márcio, perdeu o posto de galã para Raj, indiano vivido por Rodrigo. Por enquanto, Lombardi ainda não tem um substituto na trama das nove.
JORNALISMO
Apresentação de Telejornal - Chico Pinheiro e Renata Vasconcellos
A entrada de Chico Pinheiro no "Bom dia Brasil" atribuiu ao telejornal mais popularidade. Sem o tom sisudo da apresentação de Renato Machado, a produção ficou mais dinâmica. Com isso, a parceria formada entre a jovial e elegante Renata Vasconcellos e o experiente Chico Pinheiro lhes rendeu o reconhecimento na categoria "melhor apresentação de telejornal". Os dois vêm impressionando na bancada do "Bom dia Brasil", tanto que o programa recebeu o título de "melhor telejornal" em 2011.
Telejornal - "Jornal da Globo"
Com a análise aprofundada dos acontecimentos diários, o "Jornal da Globo" vai além do papel de noticiar fatos ocorridos. Para isso, a produção, apresentada por William Waak e Christiane Pelajo, reúne um time de seis comentaristas, formado por Arnaldo Jabor, Carlos Sardenberg, Heraldo Pereira, Luis Roberto, Mara Luquet e Nelson Motta. Eles acrescentam à informação suas opiniões em relação a aspectos econômico, político e social. A produção ainda conta com as charges do Chico Caruso, geralmente sobre algum assunto polêmico que esteja na mídia.
Programa de Entrevistas - "Programa do Jô"
Jô Soares recebe em seu sofá desde famosos até pessoas pouco conhecidas do grande público, mas não menos interessantes. E foi a maneira descontraída do apresentador de conversar com seu entrevistado e dele tirar histórias engraçadas que rendeu ao "Programa do Jô" o título de "melhor programa de entrevistas".
Narração de Futebol - Milton Leite
Com 34 anos de carreira no jornalismo esportivo, Milton Leite é o estreante da nova categoria "melhor narração de futebol". O narrador tem ganhado mais popularidade desde 2010, quando começou a integrar a equipe de transmissão de futebol da Globo. E, este ano, assumiu o lugar de Cléber Machado, durante as férias do colega, e foi o responsável pela narração do Brasileirão.
Produção Jornalística - "CQC"
Mesmo com a perda de alguns dos seus principais integrantes, como Rafinha Bastos e Danilo Gentili, o "CQC" conseguiu manter a qualidade de suas matérias. Uma mistura de informação com humor, o programa, comandado por Marcelo Tas, consegue transformar assuntos um tanto entediantes, como política, em um conteúdo interessante para todos os públicos, principalmente para os jovens.
Destaque Negativo - José Luiz Datena
O sensacionalismo recorrente do programa "Brasil urgente" rendeu a José Luiz Datena um título negativo pelo segundo ano consecutivo. Em 2011, o popularesco "Brasil urgente" já havia ganhado na categoria de "pior produção jornalística" e, este ano, seu apresentador se consagrou como o "destaque negativo".
Comentarista de Futebol - Júnior
Depois de uma trajetória de sucesso como jogador de futebol, Leovegildo Lins da Gama Júnior, mais conhecido como Júnior, traça uma nova carreira ligada ao esporte mais popular do Brasil: de comentarista de partidas de futebol. Seu maior diferencial é a imparcialidade de seus comentários. Mesmo sendo publicamente torcedor do Flamengo, o ex-jogador não se deixa influenciar por sua preferência.
Programa Esportivo - "Redação SporTV"
Diferentemente da maioria dos programa esportivos que seguem a linha regional, o "Redação SporTV" faz um debate sobre os maiores acontecimentos do mundo do esporte. Com a apresentação de André Rizek, a produção recebe diariamente dois comentaristas para opinar sobre os assuntos em destaque nacional.
SHOWS
Produção Humorística - "Comédia ao vivo"
Sob o comando de Marcelo Adnet, a trupe do "Comédia ao vivo" fez rir e riu de si mesma durante o ano todo. Das eleições municipais, passando pelas inúmeras sátiras à televisão brasileira e ao fechamento da própria MTV, os principais assuntos e os grandes acontecimentos de 2012 passaram pela lente de aumento do programa e sua mistura de música, humor e estética tosca.
Reality-show - "Mulheres ricas"
Baseado na figura excêntrica de Narcisa Tamborindeguy e nos exageros de Val Marchiori, "Mulheres ricas" renovou o leque de "reality shows" da televisão brasileira. Se já era difícil saber o que é real ou não nos programas do tipo, a exposição de cinco "socialites" cafonas tornou-se para o público um grande jogo de adivinhação entre o que poderia ser real ou montado no bizarro cotidiano de Narcisa, Val, Lydia Sayeg, Débora Rodrigues e Brunete Fraccaroli.
Programa de Variedades - "Fantástico"
Entre a informação e o entretenimento, o "Fantástico" apresenta edições com resultados oscilantes a cada domingo. No entanto, ao passar 2012 a limpo, fica visível a superioridade da produção global em relação aos outros programas do tipo. Se a chatice do projeto "Medida Certa" com o ex-jogador Ronaldo e a bobagem de "Phantasmagoria" foram a "canelada" do dominical este ano, a boa integração entre Zeca Camargo, Renata Ceribelli e Tadeu Schmidt compensou. Cada vez mais distante dos usuais quadros de humor e dramaturgia, o programa voltou a investir pesado em reportagens com uma "pegada" mais investigativa e sem sensacionalismo - cenário ideal para mostrar o bom faro dos repórteres Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo.
Produção Infantil - "Conversa de Gente Grande"
A intimidade de Marcelo Tas com o público infantil vem de longe. Conhecido pela geração dos anos 1990 por seu trabalho nas séries "Rá-tim-bum" e "Castelo Rá-tim-bum", da TV Cultura, onde interpretou personagens como Professor Tibúrcio e Telekid, o apresentador do "CQC" teve a chance de reencontrar as crianças e se deu muito bem. Sem linguagem "tatibitati" ou excesso de didatismo, Tas deixou o "Conversa de Gente Grande" sob o comando da "inocência cruel", bem comum nas criancinhas.
Programa de auditório - "Altas horas"
É possível mudar sem perder a essência. E foi isso o que aconteceu com o "Altas horas" ao longo de 2012. Considerado, pela 12ª vez consecutiva, o melhor na categoria "Programa de auditório", o programa de Serginho Groisman diversificou sua mistura, mas manteve seu caráter independente e os grandes encontros musicais. Só este ano, estiveram pelo estúdio do programa nomes como a inglesa Joss Stone, o espanhol Alejandro Sanz, além dos principais artistas do cenário nacional.
Destaque negativo - "Casseta & Planeta vai fundo!"
Programas de TV têm prazo de validade, e é imprescindível saber o momento certo de parar ou de se renovar. É exatamente isso que falta à turma do "Casseta & Planeta vai fundo". Formatado depois de uma pausa estratégica dos integrantes, o novo programa em nada somou à história de Beto Silva, Hélio de la Peña, Marcelo Madureira, Hubert, Claudio Manoel e Reinaldo. Espécie de auto-imitação, a trupe voltou ao ar com as mesmas ideias em personagens diferentes.



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