Segura de si e de sua beleza, Débora Nascimento não quer ser apenas mais um rostinho bonito na TV. No ar como a romântica Taís em "Flor do Caribe", sua sexta novela, ela admite estar mais interessada em mostrar trabalho do que falar sobre sua forma física ou os tratamentos estéticos que utiliza, temas sobre os quais ela é constantemente bombardeada com perguntas. "É impressionante como todo mundo está interessado em saber sobre minha vida pessoal e meus rituais de beleza", destaca, entre risos, a atriz de 28 anos.
A preocupação de Débora em se firmar profissionalmente é compreensível. Apesar de ter estreado na TV em 2007, com uma participação especial na novela "Paraíso tropical", e ter tido certo destaque como a exuberante Andréia Bijou do folhetim "Duas caras", no mesmo ano, ela passou quatro anos emendando pontas em séries e programas especiais antes de "estourar" na mídia com "Avenida Brasil". "Todos os papéis pequenos antes de 'Avenida Brasil' me prepararam para a Tessália. Talvez se essa personagem tivesse vindo antes, eu não conseguiria interpretá-la", revela, pensativa.
Mas a falta de experiência de Débora com personagens de destaque foi compensada com um aliado de peso na trama de João Emanuel Carneiro: o malandro Leleco, seu par romântico interpretado por Marcos Caruso. Juntos, eles demonstraram um forte entrosamento em cena, e a atriz conseguiu embarcar com veracidade no universo ultrassuburbano sustentado por Caruso. "'Avenida Brasil' foi um 'boom' na minha carreira. A princípio, assusta começar a ser reconhecida nas ruas. Porém, depois, você entende que as pessoas associam você a um personagem que está todo dia dentro da casa delas", relembra. Foi inclusive o sucesso alcançado no folhetim das nove da Globo que lhe rendeu o convite para o papel atual. "Várias pessoas que não tinham tido destaque até então apareceram bem na novela de João Emanuel Carneiro, por isso tanta gente de 'Avenida Brasil' já foi chamada para emendar outros trabalhos", acredita.
Na trama de Walter Negrão, Taís é uma guia turística que busca encontrar um grande amor. Mas com o desaparecimento de seu irmão Cassiano, encarnado por Henri Castelli, terá de se dividir em diversos empregos para sustentar a família. Para isso, Débora teve de aprender algumas atividades diferentes, entre elas, pilotar bugres em dunas e praticar tai chi chuan. Com uma certa experiência em corridas de kart, ela tirou de letra os passeios nas areias nordestinas. Já a arte marcial exigiu um pouco mais de dedicação. O clima nordestino também foi muito importante na hora de compor Taís. Durante os 20 dias de gravações na Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, a atriz pôde ter mais contato com a população local e seus costumes. "Eu incorporei a personagem quando chegamos. O clima da cidade justifica a personalidade da Taís, é compreensível ela ser extrovertida e solar, já que vive em um lugar tão paradisíaco", relembra.
Débora se profissionalizou como atriz através de diversos cursos de interpretação renomados, como os de Fátima Toledo, Wolf Maya e Ignácio Coqueiro. "Eu ainda nem fui buscar meus diplomas", confessa. E apesar de ser conhecida por causa de seus personagens televisivos, seu primeiro trabalho como atriz foi no cinema, ao protagonizar o curta-metragem "Cérbero", em 2007. No mesmo ano, ela foi convidada para fazer uma participação na mega-produção norte-americana "O incrível Hulk". "Os personagens da minha carreira vieram no tamanho e no tempo certo para que eu pudesse carregar", finaliza.
FLOR DO CARIBE - DE SEGUNDA A SÁBADO, ÀS 18H30, NA GLOBO



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