UFJF define rumo para os próximos quatro anos

Dimas Augusto propõe diagnóstico de todas as obras (olavo prazeres)

Marcus David defende gestão participativa (olavo prazeres)

Rubens Oliveira quer racionalização de gastos (olavo prazeres)

A UFJF irá escolher hoje e amanhã o nome do novo reitor que irá conduzir a instituição pelos próximos quatro anos. Para que uma das três chapas seja eleita já no primeiro turno, é necessário obter 50% do total de votos e 30% entre cada segmento: alunos, técnicos e professores. A distribuição dos votos ocorre de modo paritário entre os três segmentos, de maneira que tenham o mesmo peso. Para que assuma o comando da universidade, o nome do eleito deverá ainda ser aprovado pelo Conselho Universitário (Consu) e encaminhado em uma lista tríplice ao Ministério da Educação. Em geral, o órgão federal tem respeitado as urnas e nomeado o vencedor.
A apuração dos votos terá início na noite de quinta, e o resultado deve ser conhecido na madrugada de sexta-feira. A urnas estão instaladas em diferentes pontos da instituição, abrangendo aproximadamente 22.500 alunos, 1.800 professores e 2.050 técnicos dos campus de Juiz de Fora e Governador Valadares, Colégio de Aplicação João XXIII e polos de ensino à distância (ver arte). Caso ocorra o segundo turno, a campanha eleitoral recomeçará no dia 25 de janeiro e a votação ocorrerá nos dias 3 e 4 de fevereiro. O nome do novo reitor, portanto, deverá conhecido no dia 5.
De acordo com o presidente da comissão eleitoral, Sebastião Girardi, será a primeira vez, desde que se implantou o modelo de consulta acadêmica, que o voto de um professor poderá ter peso proporcionalmente maior do que o de um técnico, dado o grande número de convocações de servidores nos últimos concursos. No entanto, “o comparecimento dos votantes dependerá da mobilização dos candidatos”, analisa o presidente. Girardi avalia que, apesar do curto processo eleitoral, a campanha obteve êxito na discussão de temas importantes na UFJF, principalmente durante os debates. Segundo ele, foram mais de duas mil visualizações nas transmissões pela internet. Ele espera que a votação ocorra dentro da normalidade.
Por mais participação e transparência
Embora apresentem programas com enfoques diferentes, os candidatos apresentam pautas comuns em relação ao cenário em que a UFJF se encontra hoje. Na semana passada, todos eles foram entrevistados pela Tribuna, em parceria com a rádio CBN, e abordaram as questões políticas, financeiras e acadêmicas que emergem na instituição.
Compondo a chapa 1, o professor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Marcus David, tem como vice a professora da Faculdade de Enfermagem, Girlene da Silva. Eles defendem a gestão participativa, com fortalecimento das decisões nos conselhos setoriais, bem como a transparência de todo o processo de gestão. Ele critica as administrações dos últimos nove anos e afirma ser necessária a busca de apoio político para a retomada das obras. Marcus foi pró-reitor na gestão da ex-reitora e deputada federal Margarida Salomão (PT).
Já a chapa 2 é composta pelo ex-pró-reitor de Obras, Sustentabilidade e Sistemas de Informação, Rubens Oliveira e o ex-pró-reitor de Extensão, Leonardo Carneiro. Ambos fazem parte de um grupo que rompeu com o ex-reitor Henrique Duque (2006-2014) e permanece hoje à frente da UFJF, com o apoio do vice-reitor Marcos Chein. Eles defendem a racionalização de gastos e a abertura do orçamento à comunidade para a definição de prioridades diante do cenário de restrições orçamentárias no Governo federal.
Encabeçando a chapa 3, o ex-superintendente do HU, Dimas Augusto, tem como vice o professor da Faculdade de Engenharia, Hélio Antônio. Com o apoio do ex-reitor Henrique Duque, ele propõe que a UFJF realize um diagnóstico de todas as obras, a fim de destravá-las. Segundo Dimas, é preciso realizar a aberturada da situação orçamentária e financeira, além de ouvir os três segmentos para garantir a tomada de decisões de forma transparente.









