Publicidade

07 de Janeiro de 2014 - 19:58

Por Marcio Dolzan - Agencia Estado

Compartilhar
 

O advogado mineiro Giuliano Scodeler da Silva entrou com uma ação no Juizado Especial de Pouso Alegre (MG) nesta terça-feira pedindo a anulação da perda de quatro pontos do Flamengo por escalação irregular do lateral André Santos, imposta pela 1ª Comissão Disciplinar e confirmada pelo Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no fim do ano passado. A decisão do tribunal fez o Flamengo terminar a competição na 16ª colocação do Brasileiro, ainda a salvo do rebaixamento.

O problema é que na semana passada o advogado Delmiro Aparecido Goveia, que mora em Mogi das Cruzes, entrou com uma ação semelhante em defesa da Portuguesa no caso Héverton. E caso a Justiça decida em favor da Lusa, quem acabará entrando na zona de rebaixamento será o Flamengo.

"Fiz isso para resguardar o Flamengo", afirmou Scodeler da Silva, em contato com a reportagem. "Sou flamenguista desde meus cinco anos e tenho legitimidade para fazer isso", continuou. O advogado informou ainda que manteve contato com o próprio Delmiro Goveia para elaborar sua ação. "Não atuo no direito desportivo e precisava de uma orientação. Como os dois casos são análogos, só precisei adaptar", apontou, dizendo ainda que crê que mais torcedores entrarão com ações na Justiça.

Na ação, o advogado mineiro afirma que o STJD não respeitou o Estatuto do Torcedor. "O que precisa ser observado - e até agora não foi - é que a Lei 12.299, de 2010, que alterou alguns dispositivos do Estatuto do Torcedor (Lei nº 10.671/03) modificou expressamente a forma de publicação de qualquer decisão da Justiça Desportiva, inclusive aquelas do STJD do futebol e determina expressamente que todas as decisões deverão ser disponibilizadas no site da entidade de organização do desporto - no caso, a CBF -, sob pena de serem nulas", diz a ação, informando ainda que André Santos foi punido no dia 6 de dezembro, mas a informação só foi postada no site da CBF no dia 9 (depois da rodada).

O caso será julgado pela juíza Jaqueline de Souza Toledo e Dutra, e a audiência está marcada para o dia 28 de janeiro.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você concorda com o TJ, que definiu que táxi não pode ser repassado como herança?