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11 de Março de 2014 - 06:15

Por Ângela Lacerda - Agencia Estado

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Em conversa com correligionários tucanos no saguão de um hotel em Recife, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse, nesta manhã, ser "natural" sua ligação com o pré-candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, com quem almoça nesta sexta-feira, 21. O tucano ainda reiterou suas críticas ao governo petista que, segundo ele, está no final de seu ciclo.

"Ambos temos em comum o sentimento que o governo do PT faz muito mal ao Brasil", disse Aécio, para quem a candidatura do ex-ministro do governo Lula contribui para um debate de alto nível sobre o País. Mesmo sem descartar embates com Campos durante a campanha presidencial, a expectativa do tucano é de que o PSDB e o PSB estarão juntos em pelo menos oito Estados na próxima campanha.

Dos seis deputados estaduais do PSDB-PE, três pretendem manter independência apesar da aliança do partido com o PSB. O deputado estadual Daniel Coelho, que fazia oposição ao governo Campos, será candidato a deputado federal e assegurou que não irá apoiar candidatos do PSB. "Isto já está pacificado no partido", disse.

Junto com grupo formado por 16 tucanos e o presidente nacional do DEM, deputado federal Mendonça Filho, Aécio reiterou a confiança de que estamos vivendo "o encerramento de um ciclo" e fez um balanço da herança do governo Dilma. "A herança que vamos receber é de crescimento pífio, inflação alta, descontrole das contas públicas e perda crescente da falta de credibilidade do Brasil", avaliou. "O governo falhou na gestão do Estado e da infraestrutura".

Ao destacar que "todos os indicadores econômicos do País são preocupantes", ele considerou positiva a queda dos índices do desemprego, mas fez uma ressalva: "Não podemos perder de vista que o Brasil está se transformando no país do pleno emprego de dois salários mínimos".

Estiveram presentes ao encontro com Aécio Neves, o senador Cássio Cunha Lima (PB), o vice-presidente nacional do partido, Bruno Araújo, deputados estaduais, vereadores e prefeitos tucanos pernambucanos.

Depois do encontro, que durou cerca de uma hora e meia, Aécio seguiu com a mulher, Letícia Weber, para um almoço na casa do governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB), no bairro de Dois irmãos, zona norte da cidade. Segundo ele, a visita é pessoal, depois do nascimento do quinto filho de Campos, Miguel, em janeiro.

Na entrevista, Aécio ainda reiterou sua crença de que o chamado "mensalão tucano" não terá nenhuma influência na campanha. "É um caso muito específico", afirmou. "Se há denúncia, deve ser investigada em profundidade, se alguém cometeu algum ilícito, tem que ser punido independente de ser do PSDB ou de não ser de partido algum".

"Não vamos fazer como o PT, afrontar a Justiça. Respeitaremos a Justiça e respeitaremos a decisão do Supremo Tribunal federal (STF). Como vivemos num estado de direito, temos que esperar o julgamento e a defesa", completou. Ele repetiu que o ex-deputado federal Eduardo Azeredo, envolvido na denúncia, é "conhecido e reconhecido com um homem de bem".

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