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14 de Janeiro de 2014 - 16:49

Por Ricardo Brito - Agencia Estado

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O possível candidato do PSDB à Presidência, senador Aécio Neves, anunciou nesta terça-feira, 14, uma série de medidas que o partido vai tomar para buscar os esclarecimentos sobre a retenção pela Caixa Econômica Federal de recursos de poupanças. O tucano disse que, no episódio, houve a intenção de se fazer "um verdadeiro confisco da poupança" dos brasileiros.

A Caixa encerrou 552.527 contas poupanças cujos CPF tinham sido cancelados, suspensos ou pendentes de regularização com a Receita Federal. No conjunto, essas contas de poupança detinham R$ 719 milhões, que descontados dos impostos, aumentaram o lucro líquido da instituição em R$ 420 milhões em 2012.

Entre as medidas tomadas, o PSDB entra nesta terça com um pedido para que o Ministério Público Federal (MPF) investigue por crime de gestão temerária e fraudulenta de instituição financeira por parte de diretores e conselheiro da Caixa Econômica e de autoridades do Ministério da Fazenda. Em outro movimento, o partido também pedirá ao MPF que mova uma ação civil pública a fim de assegurar que os recursos retidos das poupanças sejam devolvidos aos poupadores.

Na volta do recesso parlamentar, o PSDB, em conjunto com o DEM, vai apresentar um convite para que o presidente da Caixa, Jorge Hereda, preste esclarecimentos na Câmara ou no Senado sobre o episódio. Por se tratar de convite, a presença de Hereda não é obrigatória. Também em parceria com o DEM, os tucanos vão propor a convocação dos ministros da Fazenda, Guido Mantega, da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

Aécio Neves também apresentará um requerimento para que Mantega dê esclarecimentos sobre o episódio. Segundo ele, a Caixa só poderia se apropriar dos recursos das poupanças dos correntistas nos casos em que houve irregularidade graves, o que, na opinião dele, não seria o caso de irregularidades cadastrais com CPF.

"Quero lamentar mais uma irresponsabilidade cometida contra uma instituição", disse Aécio Neves, para quem o lamento é "duplo" pelo fato de ele já ter trabalhado na própria Caixa. "No mínimo houve esperteza, talvez seguinte o exemplo de cima", criticou.

Ao lembrar o episódio que resultou na correria de beneficiários do Bolsa Família ano passado, o tucano disse que ocorreu uma reincidência de irregularidades na Caixa. Para Aécio, naquela ocasião o banco estatal "mentiu" para os brasileiros quando houve mudança na data do pagamento do benefício do programa.

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