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05 de Dezembro de 2013 - 20:43

Por Gabriela Azevedo - Agencia Estado

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O presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), esteve em Belém, nesta quinta-feira, para o Encontro da Amazônia Oriental, que reuniu os tucanos do Pará. Ele que já é o nome a ser indicado para as eleições presidenciais de 2014, fez duras críticas à gestão do PT. Junto com ele outros gestores garantiram durante os discursos a força e integração do partido. Sobre o mensalão mineiro, Neves afirma que não o atrapalhará.

Ele comentou que a atual gestão presidencial não agrada a população mais. "O fato concreto é que o atual governo fracassou. Fracassou na gestão da economia, gerando incertezas enormes para que os investimentos pudessem retornar ao Brasil, e o PIB desse terceiro trimestre divulgado essa semana é uma demonstração clara que aquilo que estamos falando já há um bom tempo, a perda da credibilidade do Brasil pela ineficiência da política econômica, pela falta de transparência, pelo excesso de intervencionismo", comentou.

Aécio afirma que é necessário terminar obras no Brasil todo e lutar por um novo marco regulatório do setor mineral. "Eu me lembro muito bem do presidente Lula, na véspera da eleição, acompanha da sua candidata, inaugurando as eclusas do Tucuruí. Depois não se enfrentou o problema que tinha de ter sido enfrentado. Na verdade, o Brasil é hoje, e nesta região não é diferente, um grande cemitério de obras inacabadas", disse.

Enfatizando as críticas, o senador se referiu ao Governo Dilma como software pirata. "Então, é hora de tirarmos este software pirata que está aí em execução hoje no Brasil e retornarmos ao software original", asseverou. Mas mesmo diante das discordâncias de governos, Aécio Neves apontou boas escolhas do PT. "Felizmente no primeiro governo fizeram isso porque o presidente Lula absorveu os primados, os pilares da política macroeconômica realizados no governo do presidente Fernando Henrique. Na verdade, o PT quando copia o PSDB, acerta. Quando o PT segue a sua cartilha, erra. Foi assim, na política macroeconômica, nos pilares da meta de inflação, câmbio flutuante e superávit primário, quando abandona o Brasil vai mal", ressalta.

Como presidente nacional do partido, não falou em corrupção e acredita que as eleições de 2014 não vão ser afetadas pelo escândalo do mensalão do PSDB de Minas Gerais. "Eu não sei, a minha certamente que não. E tomara que seja julgado o mais rápido possível", replicou.

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