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14 de Dezembro de 2013 - 11:07

Por Erich Decat - Agencia Estado

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Numa tentativa de se antecipar aos adversários da disputa presidencial de 2014 e garantir o discurso de temas centrais da vida dos eleitores, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), lança na próxima terça-feira uma cartilha com 12 pontos que deverão ser a "raiz" das propostas de governo para a disputa eleitoral. Segundo tucanos ouvidos pelo Broadcast Político, ainda não foi definido até o momento um nome para o documento, mas o conceito passará pelo tema da "mudança", o mesmo adotado no programa partidário de rádio e TV que adotou o mote "quem muda o Brasil é você".

Os 12 pontos foram fechados nesta sexta-feira e o documento deverá ser apresentado à Executiva Nacional da legenda na manhã de terça-feira e divulgado ao público à tarde em evento previsto para ocorrer no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.

Na carta deverão constar os temas que foram discutidos nos últimos meses por Aécio Neves e representantes da área social, econômica, do meio ambiente, do agronegócio, da segurança pública, da educação, entre outros.

Dentro da questão econômica, Aécio Neves deve reforçar as críticas ao "intervencionismo do Estado", o que na avaliação da legenda é uma das causas de fuga de investimentos do País. A questão da intervenção do governo deve ligar ao ponto em que deverá ser abordada a política externa e as "cadeias globais" de mercado. Uma das críticas que deverá ser feita em relação à atuação do governo Dilma no campo das relações exteriores é o "viés ideológico" nas tomadas de decisões. O documento deve ainda levantar a questão sobre a "falta de transparência" entre o Tesouro e o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

No último mês de julho, Aécio cobrou da tribuna do Senado informações sobre os empréstimos que o banco concedeu a outros países. "Estamos oficiando ao BNDES no sentido de que haja transparência nos financiamentos que essa instituição financeira tem dado a outros países, em especial Cuba e Angola, agora carimbados como transações secretas, de segurança nacional", disse o senador na ocasião.

A discussão sobre o papel das agências reguladoras criadas na gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso também deverá entrar em debate pelos tucanos. O entendimento de parte do partido é que elas foram enfraquecidas pelo aparelhamento realizado pelo governo do PT. O documento segundo integrantes da legenda não pretende ser um programa fechado de governo mas lançar diretrizes que servirão como um norte para serem utilizadas durante o próximo embate eleitoral de 2014.

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