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04 de Dezembro de 2013 - 12:58

Por Caio do Valle - Agencia Estado

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Os sindicatos dos aeroviários do País ameaçam paralisar suas atividades no dia 20, caso não avancem as negociações de reajuste salarial com as companhias aéreas. Para a tarde desta quarta-feira, 4, está marcada uma reunião no Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), no Rio de Janeiro, quando o tema será debatido com as empresas em mais uma rodada de negociações. Na pauta da categoria, há o pedido de ganho real de 10% para os pisos e de cesta básica de R$ 330 para todas as faixas.

Pela manhã, o Sindicato dos Aeroviários no Estado de São Paulo (Sindaesp) realizou um protesto dentro do Aeroporto de Congonhas, na zona sul de São Paulo, o que provocou filas demoradas nos guichês de check-in. A entidade informa que voos foram cancelados por causa da paralisação, mas a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) não confirma a informação.

O ato começou por volta das 4h30 e seguiu até as 8h30. Os cerca de cem manifestantes, segundo o sindicato, ocuparam guichês da Gol, TAM e Avianca, deixando liberados alguns terminais para o atendimento de pessoas com necessidades especiais, gestantes e idosos. Por volta das 9h, a Infraero informou que a movimentação em Congonhas era normal. Duas partidas, uma para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio, e outra para Curitiba, no Paraná, haviam sido canceladas. Elas tinham previsão para 6h14 e 8h14, respectivamente. Não há confirmação se há relação entre o ato e esses cancelamentos.

"Infelizmente, no dia 20 vai dar quase três meses de negociação salarial. Fica chato para um setor que teve um aumento até abusivo do preço das passagens, e uma alta produtividade da jornada de trabalho dos aeroviários, não dar nada de aumento real pelo terceiro ano consecutivo. É uma afronta aos trabalhadores", diz Reginaldo Alves de Souza, presidente do Sindaesp.

Ele diz ainda que há assédio moral nas empresas, com mudanças de horário e pendências trabalhistas com relação a atividades que envolvem riscos (adicional de periculosidade).

O Snea, por sua vez, informou que as dívidas das companhias aéreas impedem aumentos salariais maiores. O diretor-presidente da entidade, Arturo Spadale, disse que a situação das empresas "este ano está muito complicada" e que as dívidas chegam a R$ 3 bilhões no setor. "Sempre ameaçam a paralisação na véspera do Natal, para infelicidade deles, porque só conseguem angariar antipatia do público e das autoridades."

Ele afirmou ainda que a proposta do sindicato patronal é a reposição da inflação e que, em anos anteriores, houve um pequeno ganho real nos reajustes. "Preço de combustível, câmbio e taxas aeroportuárias são encargos que não temos como discutir nem mexer."

Caso não haja entendimento entre as partes e os sindicatos decretem estado de greve, o Ministério Público poderá solicitar a interferência da Justiça trabalhista para tentar resolver a situação.

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