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11 de Março de 2014 - 23:35

Por ae - Agencia Estado

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O governo afegão se mobiliza para desmantelar uma força de guarda crucial que protege comboios militares de abastecimento, programas internacionais de ajuda e instalações estrangeiras, gerando mais incerteza sobre a segurança no país após a retirada dos Estados Unidos e seus aliados. O Ministério do Interior afegão disse, em nota divulgada nesta segunda-feira, que Cabul irá desmontar a Força de Proteção Pública Afegã (APPF, na sigla em inglês).

Embora a APPF seja uma agência do governo, os seus serviços são pagos por clientes, como a Agência de Desenvolvimento Internacional dos EUA. A força de guarda substituiu uma série de empresas de segurança privadas.

Autoridades afegãs haviam publicado recentemente uma diretiva desmantelando a força e juntando o seu contingente ao Ministério do Interior. Mas as autoridades norte-americanas e da coalizão afirmam que não está claro como o governo afegão planeja implementar essa nova ordem e quem vai assumir o trabalho de proteger os projetos de reconstrução financiados por outros países.

Sediq Sediqqi, porta-voz do Ministério do Interior afegão, disse que a Polícia Nacional Afegã (ANP) irá assumir algumas das funções da força de guarda. "O Conselho do Gabinete decidiu dissolver a empresa estatal", apontou Sediqqi. "Ela foi dissolvida, então a APPF permanecerá dentro do escopo e da função da ANP de garantir a segurança." Sediqqi acrescentou que os salários dos integrantes serão pagos pelo governo afegão.

O Ministério do Interior afegão disse que autoridades afegãs discutirão a situação com as organizações internacionais "a fim de encontrar uma solução aceitável para ambos os lados" enquanto a decisão está sendo implementada.

O movimento, no entanto, representa um dilema para as organizações militares e de ajuda que trabalham para o governo dos EUA e seus aliados. Em causa está uma força de 17 mil membros que deve guardar os portões de bases militares dos EUA e instalações estrangeiras e fornecer escoltas armadas para comboios de combustível que operam em estradas perigosas do país.

No entanto, a coronel do Exército norte-americano Jane Crichton, porta-voz da coalização liderada pelos Estados Unidos, disse que não houve mudança até o momento. "Não temos conhecimento de quaisquer decisões ou alterações significativas para sustentar a tese de que isso afeta a coalizão no curto prazo", afirmou. "Estamos avaliando possíveis cursos de ação, incluindo o fornecimento de nossa própria segurança ou uso de segurança contratada, entre outros. Atualmente, a APPF ainda está fornecendo escolta de segurança para comboios sem planos de encerrar (a oferta)." Fonte: Associated Press.

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