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17 de Janeiro de 2013 - 10:33

Por AE - Agencia Estado

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O líder da agência governamental anticorrupção do Paquistão rejeitou uma ordem da Suprema Corte de Justiça do país, que exigia a prisão do primeiro-ministro Raja Pervaiz Ashraf.

Fasih Bokhari, da Agência Nacional de Responsabilização, disse à Suprema Corte nesta quinta-feira que ele não tem provas suficientes para prender Ashraf e que precisa de mais tempo para determinar se o premiê deve ser levado à cadeia.

A ordem de prisão emitida na terça-feira aumentou a crise política no Paquistão, onde um clérigo muçulmano tem liderado milhares de pessoas em um protesto contra o governo no coração da capital, Islamabad. As manifestações já duram quatro dias. O tribunal havia exigido que Bokhari prendesse o primeiro-ministro e outros 15 acusados de corrupção em um caso envolvendo a construção de usinas elétricas privadas para levar energia para o Paquistão. As acusações contra o político, que as tem negado, dizem respeito ao período em que ele era ministro de Águas e Energia.

Os investigadores "não conseguiram encontrar evidências incriminatórias, mas se apoiaram em depoimentos orais, que não são aceitos no tribunal de justiça", disse Bokhari, que foi indicado para o cargo pelo presidente Asif Ali Zardari. A Suprema Corte ordenou, hoje, que o líder da agência anticorrupção devolva os arquivos do caso para os juízes, de modo que eles possam determinar se há evidência incriminatórias. As informações são da Associated Press.

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