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15 de Janeiro de 2014 - 13:46

Por Reginaldo Pupo - Agencia Estado

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A Praia do Itaguá, localizada na região central de Ubatuba, litoral norte paulista, é uma das mais visitadas por turistas nesta temporada de verão. É lá onde a maior parte dos visitantes de cruzeiros marítimos gosta de frequentar, devido à proximidade com o píer de desembarque e à estrutura comercial.

A alta concentração de turistas e o forte cheiro de esgoto que exala na praia há algumas semanas fez com que o Aquário Municipal de Ubatuba, situado na praia, realizasse testes de qualidade da água do mar. Segundo a entidade, os resultados foram "alarmantes" e contradizem relatórios semanais da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) que vêm indicando boa balneabilidade da praia, ou seja, própria para o banho de mar.

Segundo o diretor executivo do Aquário, Hugo Gallo Neto, o rio Acaraú, que deságua na praia e onde estaria a maior parte do problema, nasce limpo no Parque da Serra do Mar e, em um curto espaço geográfico, chega à praia "em níveis críticos de poluição".

De acordo com o oceanógrafo, o rio é considerado o mais poluído do Litoral Norte, se comparando aos existentes nas regiões metropolitanas.

"Após sua passagem pelas estações da Sabesp e Coambiental, a qualidade do rio se deteriora drasticamente", denuncia. Nesta quarta-feira, 15, o Conselho Municipal do Meio Ambiente de Ubatuba iria se reunir para discutir o problema e preparar uma representação que será encaminhada ao Ministério Público para a instauração de um inquérito e uma ação civil pública para tentar reverter o quadro.

"A Cetesb não define pontos de amostragem na foz de rios ou córregos que afluem às praias que possam constituir uma fonte de poluição fecal. Se as amostras foram tomadas muito próximo à foz do rio Acaraú, por exemplo, podem apresentar valores mais elevados de indicadores microbiológicos fecais, o que não representa a real situação ao longo da praia", prossegue a empresa em nota.

Ainda segundo a Cetesb, a Praia do Itaguá possui dois pontos de amostragem na rede de monitoramento de balneabilidade, cuja classificação semanal é baseada nos critérios da Resolução do CONAMA 274/00 e o indicador microbiológico utilizado é o enterococos. "Esses pontos obtiveram, em 2013, a classificação anual Ruim por terem permanecido impróprios para banho de mar entre 25% e 50% do tempo. Essa classificação mostra que a qualidade dessa praia não foi boa durante o ano passado, permanecendo imprópria durante várias semanas de 2013", completou a empresa.

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