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11 de Março de 2014 - 01:36

Por Gerson Monteiro, especial para AE - Agencia Estado

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O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, descartou neste domingo, 9, um racionamento de água no Estado. Os principais reservatórios do Estado, o Sistema Cantareira, estão com baixo índice de reserva e as próximas chuvas estão previstas para daqui cerca de 15 dias.

Em visita oficial a Taubaté, no Vale do Paraíba, Alckmin comentou que o momento é para investir em campanhas educativas para evitar o desperdício dos recursos hídricos. "Neste momento não haverá racionamento", afirmou, acreditando que a chegada das chuvas deverá trazer um alívio para os baixos níveis dos reservatórios.

Entre as ações sugeridas pelo governador estão economia de água ao escovar os dentes com a torneira desligada e mais rapidez nos banhos. "Todos colaborando não vai faltar água", incentivou.

O volume de armazenamento do Sistema Cantareira caiu mais um pouco neste final de semana, baixando para menos de 20%. A capacidade dos reservatórios que fornecem cerca de 50% de toda a água da Região Metropolitana de São Paulo chegou a 19,8% neste domingo.

Na região choveu neste mês somente 1,3 mm na área das cabeceiras, agravando o pior cenário enfrentado pelo Cantareira em sua história. No ano passado, nesta mesma época do ano, o volume era de 53,6%, com uma chuva acumulada no mês de fevereiro de 85,8 mm.

A situação foi provocada por uma seca atípica no mês de janeiro, historicamente o de maior chuva na região. Neste ano, choveu somente 87,8 mm, contra uma média histórica de 259,9 mm.

Na Região Metropolitana de São Paulo, cidades como Guarulhos, Diadema e São Caetano já adotaram medidas de racionamento de água. Sorocaba também instituiu a política. Na capital, foi criado um programa de descontos na conta de quem reduzir 20% do consumo.

Na sexta-feira, 7, a Agência Nacional de Águas (ANA), o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), e a Sabesp oficializaram a criação do comitê anticrise antecipado pelo jornal O Estado de S. Paulo para tentar evitar o racionamento generalizado nas cidades abastecidas pelo Sistema Cantareira, incluindo a capital. O grupo decidiu suspender temporariamente a discussão da renovação da outorga do manancial, que deve ocorrer em agosto.

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