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10 de Março de 2014 - 22:06

Por Eduardo Cucolo e Célia Froufe - Agencia Estado

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Em nota, o corpo técnico do Banco Central, citou que o menor ritmo de expansão do crédito em 2013 refletiu a desaceleração nas operações com recursos livres, influenciadas pelo aumento da taxa básica de juros, Selic, a partir de abril e pelo menor dinamismo do consumo das famílias. O resultado do volume de crédito liberado pelos bancos no ano passado, de R$ 2,715 trilhões, foi divulgado nesta quarta-feira, 29, pelo BC.

A nota do corpo técnico do BC ressalta ainda que as operações com recursos direcionados registraram expansão nos principais segmentos. Os destaques em relação a 2012 ficam com o crédito rural, os financiamentos imobiliários e recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O BC enfatizou também que ao longo de 2013 o mercado de crédito apresentou aumento das taxas de juros, mas que houve redução dos spreads, elevação dos prazos e "recuo consistente" da inadimplência, cujos índices alcançaram patamares mínimos da série histórica, iniciada em março de 2011.

Mais tarde, em entrevista, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, no entanto, afirmou que o crescimento de 14,6% do crédito em 2013 ante 2012 é um porcentual 'significativo', acima do PIB nominal, e que confirma a trajetória de moderação verificada nos últimos anos. Esse porcentual foi de 16,4% em 2012, 18,8% em 2011, 20,6% em 2010, 15,1% em 2009 e 31% em 2008.

"O crédito segue sendo instrumento relevante para sustentar esse processo de crescimento econômico", afirmou Maciel. "Há uma nítida desaceleração. Isso é benigno para a sustentabilidade desse movimento, e é natural que ocorra por causa da base de comparação", acrescentou.

Segundo Maciel, essa expansão se deu sem afetar a solidez do sistema financeiro, com indicadores de Basileia e de capitalização favoráveis. Ele destacou ainda que o crédito cresce em cenário de aumento da renda e do emprego, o que significa preservar a capacidade de pagamento. O quadro também é favorável para a queda da inadimplência, após a forte elevação de 2011, segundo o BC.

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