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16 de Dezembro de 2013 - 19:31

Por Laura Maia de Castro - Agencia Estado

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O corpo da estudante de Letras Bruna Barboza Lino, de 19 anos, encontrado por volta das 4h30 deste domingo, 15, num prédio em construção no câmpus da Universidade de São Paulo (USP), no Butantã, zona oeste da capital paulista, foi enterrado em São Bernardo do Campo, no Grande ABC (SP), nesta segunda-feira, 16.

O enterro ocorreu no Cemitério Municipal Bairro Pauliceia. Amigos da jovem estavam de batom vermelho como forma de homenageá-la. "O batom vermelho era a marca da Bruna, que cuidava muito da aparência", disse o amigo Bruno Barros, de 21 anos, estudante do 2º ano de Letras e amigo da Bruna. Ela foi achada no fosso de um elevador numa obra ao lado do Paço das Artes, na Avenida da Universidade, a poucos metros da Academia de Polícia. De acordo com a reitoria, a obra, pertencente à Secretaria de Cultura do Estado, estava abandonada, mas tinha isolamento.

A Polícia Militar (PM) foi chamada ao local na madrugada e, segundo a assessoria, encontrou Bruna morta. De acordo com a Guarda Universitária, um grupo de estudantes estaria reunido no local. Conforme testemunhas, que estavam com a estudante, ouvidas pela polícia, eles saíam de uma festa quando resolveram ir até o anexo em construção dos Paços das Artes "para esperar o tempo passar".

Bruna, de acordo com as investigações preliminares, disse que sairia "para fazer necessidades fisiológicas". O grupo, então, teria ouvido um grito e percebeu que a vítima havia caído no fosso do elevador. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou que ela morreu no local. O caso foi encaminhado inicialmente ao 91º Distrito Policial (Ceagesp), também na zona oeste, mas será investigado pelo 93º DP (Jaguaré), responsável pela área. De acordo com o delegado titular, Paulo Andrade, a polícia esteve nesta segunda no local onde a menina caiu e ainda vai ouvir as pessoas que estavam próximas dela no momento para apurar o que ocorreu.

A família da estudante está inconformada com o fato de não ter sido procurada pelo responsável pelo prédio abandonado onde a jovem caiu no fosso. "Nós estamos revoltados com o descaso por parte dos órgãos competentes, o responsável pelo prédio e a USP, uma vez que esse era um local frequentado por alunos", disse a irmã de Bruna, Barbara Barbosa.

Segundo amigos, o local era usado por diversos alunos, inclusive por praticantes de esportes. "A questão não é que a gente foi lá e por isso somos os culpados. Foi uma tragédia. Uma tragédia que a USP e o governo não querem assumir", disse Bruno Barros. Ele também usava batom em homenagem à estudante. Segundo Barros, o Samu desligou na cara dele quando pedia socorro porque ele não soube o informar o número do prédio abandonado.

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