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16 de Janeiro de 2014 - 13:15

Por Fernanda Guimarães - Agencia Estado

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A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro de Capitais (Anbima) está trabalhando para aumentar a atratividade dos fundos de investimento para o varejo. "Nós queremos reverter a tendência de diminuição da participação do varejo na indústria de fundos", disse o diretor da entidade, Luiz Sorge. O executivo citou que o aumento da taxa básica de juros, hoje em 10,5%, pode aumentar ainda a captação em produtos atrelados ao DI, por exemplo.

Carlos Massaru, vice-presidente da Anbima, disse que existem hoje grandes oportunidades no varejo, diante, por exemplo, da ascensão social da população brasileira. "Essa é uma boa oportunidade futura e a Anbima está trabalhando para ter condições mais adequadas para atrair esse investidor", disse o executivo, que observou que a entidade trabalha com o governo e o regulador para abrir o acesso para esse investidor.

Já o vice-presidente da entidade, Robert Van Dijk, cita o aumento do interesse do varejo no segmento de previdência complementar. "O varejo na previdência complementar mostra um horizonte de longo prazo". O dado de novembro do ano passado mostra que a participação em Entidade Aberta de Previdência Complementar (EAPC) chegou a 15,7% do total, e no mesmo mês de 2007 era de 10,2%.

Ainda em novembro do ano passado a participação do investidor do varejo na indústria de fundos foi de 14,4%, ao passo que nesse mesmo mês de 2007 essa fatia era de 25%. No ano passado, a captação líquida do setor chegou a R$ 59,7 bilhões, ante uma entrada de R$ 103,1 bilhões no ano imediatamente anterior. Já os recursos totais sob gestão alcançaram, em 2013, R$ 2,5 trilhões. "O cenário refletiu os índices mais conhecidos do mercado", disse Sorge. No ano passado o Ibovespa, por exemplo, apresentou uma queda de mais de 15%.

Massaru, vice-presidente da entidade, destacou também que no ano de 2013 houve um "redesenho dos fluxos da indústria", diante da perspectiva de melhora da economia dos Estados Unidos, Europa e Japão, ao mesmo tempo em que cresceu a discussão em torno das economias emergentes.

Ainda de acordo com Massarau, o ano de 2014 seguirá volátil, mas poderá trazer boas oportunidades de captação para a indústria de fundos. "Se o investidor quer ficar mais líquido, os fundos DI passam a ser uma alternativa muito boa com as taxas de juros nesse patamar", disse, fazendo novamente referencia a Selic, que passou de 10% para 10,5% ao ano.

O diretor Luiz Sorge disse ainda que o investidor mais qualificado poderá aproveitar o cenário de alta de juros para buscar um produto que apresente prêmios mais elevados. Sorge lembrou que em 2012 os fundos atrelados ao DI estavam de lado com a queda das taxas de juros, mas que no ano passado voltaram a chamar a atenção.

Os fundos de Previdência e a categoria do Poder Público tendem também a apresentar captação positiva em 2014. Apesar desse olhar mais positivo para esses dois produtos, Robert Van Dijk, vice-presidente da entidade, acredita que o ano será de desafios para a indústria de fundos. Dijk frisou a "assimetria existente entre os fundos e outros produtos de investimentos", por exemplo, no caso dos títulos incentivados.

Em 2013 a captação líquida da indústria de fundos no Brasil alcançou R$ 59,7 bilhões, ante R$ 103,1 bilhões no ano anterior.

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