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11 de Março de 2014 - 00:46

Por Beatriz Bulla e Gabriela Lara - Agencia Estado

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Ao comentar, nesta quinta-feira, 6, a queda nas exportações brasileiras de veículos em janeiro, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, destacou o efeito negativo das medidas protecionistas adotadas pela Argentina. "O país diminuiu a concessão de licenças de importações em janeiro", lembrou. Segundo ele, o governo brasileiro está trabalhando para solucionar a situação "o mais rápido possível".

"Nesta semana houve nova restrição por parte da Argentina. Ontem mesmo conversamos com o governo brasileiro, que está acelerando o processo de negociação com os argentinos, de forma a amenizar tanto esta nova medida como as anteriores", disse Moan. Ele explicou que o Brasil mantém um acordo de integração produtiva com o vizinho sul-americano, o que deve facilitar as conversas entre os dois governos. "Temos uma necessidade muito grande de manter o nosso nível de exportação para a Argentina. O governo brasileiro disse que está estudando uma série de medidas para resolver o problema."

A exportação brasileira de veículos leves, de caminhões e de ônibus caiu 40,5% em unidades em janeiro com relação a dezembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o recuo foi de 28,9%. Já a exportação em valores, incluindo também o segmento de máquinas agrícolas, teve decréscimo de 26% na margem e 13,3% em relação a janeiro de 2013.

O presidente da Anfavea minimizou a queda da exportação de automóveis para o México. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as vendas para os mexicanos recuaram 88% em janeiro ante o mesmo mês de 2013. Moan atribuiu a redução a razões pontuais. "Qualquer atraso de navio ou efeito de férias coletivas pode afetar os embarques", disse. Segundo ele, o México representa entre 7% e 8% das exportações de veículos brasileiros. "Esse recuo de janeiro significa 1.800 veículos de diferença. A queda relativa parece grande, mas em números absolutos é pequena", explicou.

Perguntado sobre as consequências do novo nível cambial para a indústria automotiva, Moan lembrou que a desvalorização do real traz impactos positivos apenas no médio e no longo prazos. "No curto prazo, a desvalorização implica em aumento de preço para as empresas no Brasil", afirmou. "Por isso, quando se fala em estimulo à exportação, precisamos de taxa de câmbio sem volatilidade. Enquanto houver volatilidade, fica mais difícil."

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