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02 de Janeiro de 2014 - 10:49

Por Jamil Chade - Agencia Estado

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A área onde Michael Schumacher sofreu o acidente no último domingo, nos Alpes Franceses, estava cercada por barreiras indicando aos esquiadores para que não entrassem na região de alto risco. Investigações conduzidas pelo Ministério Público da França já constataram que o acidente ocorreu em uma área sinalizada, justamente para evitar que esquiadores corressem riscos desnecessários na descida da montanha.

O alemão passou sua quarta noite em coma no hospital de Grenoble, para onde foi enviado no domingo e onde médicos realizaram duas cirurgias no cérebro do ex-piloto. No fim de semana, ele esquiava com sua família em Meribel, uma das estações de esqui de luxo dos Alpes franceses, quando caiu e bateu a cabeça em uma das pedras.

Médicos no hospital de Grenoble indicaram na manhã desta quinta-feira que não há nenhuma coletiva de imprensa sendo organizada por enquanto. Na última quarta-feira, a empresária de Schumacher, Sabine Kehm, indicou que sua situação era "estável, mas ainda muito crítica" e que ele "não estava fora de risco ainda".

Enquanto médicos e especialistas lutam por sua sobrevivência na UTI do hospital, uma frenética avalanche de buscas começa a ser realizada para tentar determinar de que forma o acidente teria ocorrido.

BUSCA POR RESPOSTAS - Na cidade de Albertville, a procuradoria abriu um processo já na segunda-feira e, nesta quinta-feira, os primeiros resultados começam a aparecer. Uma das constatações é de que Schumacher acabara de entrar na zona de risco da pista quando sofreu o acidente, o que faz sua empresária sustentar a ideia de que ele não estava em alta velocidade.

Segundo pessoas que esquiavam com o alemão naquele momento, ele havia acabado de levantar uma garota que havia caído do esqui ainda na área regular da pista de Meribel. Vinte metros depois, ele entraria na zona de risco. Não está claro se ele não viu as barreiras ou se as ignorou.

Segundo a procuradoria, está claro também que algumas das pedras na zona do acidente não eram visíveis, justamente por conta de uma leve camada de neve que as cobria. Teria sido uma dessas pedras encobertas que teria desequilibrado o alemão e o arremessado de cabeça a uma outra pedra.

Jornais ingleses chegaram a apontar que Schumacher teria batido em três ou quatro pedras em sua queda. A assessoria do piloto, porém, sustenta a tese de testemunhas que esquiavam com o alemão para indicar que aparentemente o acidente envolveu duas pedras.

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