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11 de Março de 2014 - 23:30

Por Chico Siqueira - Especial para a Agência Estado - Agencia Estado

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Mais um ataque foi registrado na madrugada desta terça-feira, em Promissão, no interior de São Paulo, onde seis veículos, entre eles três ônibus e dois caminhões, foram incendiados com uso de coquetéis molotov, na segunda-feira. Desta vez, a casa de um patrulheiro da Polícia Rodoviária teve a porta e as paredes chamuscadas pelas chamas de uma bomba incendiária arremessada por desconhecidos.

No momento do ataque, o policial, cujo nome não foi divulgado e que trabalha na região de Araraquara, não estava em casa. As chamas foram apagadas pelos familiares e vizinhos, que viram quando quatro rapazes fugiram após arremessar o artefato. A delegacia de Polícia Civil de Promissão informou que ninguém havia sido detido pelo ataque até as 13 horas.

Com este, sobe para 12 o número de ataques com coquetéis molotov contra veículos e prédios públicos e particulares no interior de São Paulo, em menos de 24 horas. Além de Promissão e Rio Pardo, foram registrados também em Bauru e Assis. Na noite anterior, a caminhonete de um policial foi incendiada, em Santa Cruz do Rio Pardo e um coquetel foi arremessado contra a base da PM, em Promissão, mas não houve incêndio.

O volume dos ataques fez a PM soltar comunicado na rádio da corporação, para todo o Estado, pedindo atenção aos policiais nos deslocamentos e abordagens nas ruas e nas bases de segurança.

O comunicado alerta que o Primeiro Comando da Capital (PCC) pode iniciar uma onda de ataques, caso seja efetivada a transferência, para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), dos líderes presos em Presidente Venceslau, entre eles Marcos Camacho, o Marcola.

A transferência, solicitada na quinta-feira, 27, pelo governo do Estado, é uma punição contra o plano do PCC, de resgatar Marcola e outros três líderes da Penitenciária 2 de Venceslau.

"Felizmente, ninguém saiu ferido até agora desses ataques, mas temos de continuar atentos", disse o capitão Márcio Costa da Silva, da região de Promissão. De acordo com ele, a polícia não quer ligar os atentados da madrugada anterior com o desta terça-feira antes de ouvir o policial.

"Pode ser que estejam se aproveitando dos outros ataques para uma atingir este policial, que mora num bairro que possui diversos pontos de tráfico", disse o capitão. Segundo ele, a polícia não tem até agora confirmação de que os ataques partiram do crime organizado, mas está prevenida. "Houve reforço na segurança com homens de outras cidades que estão em Promissão, mas precisamos ressaltar que o clima na cidade ainda é tranquilidade", disse.

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