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17 de Dezembro de 2013 - 21:31

Por Luciano Coelho, especial para a AE - Agencia Estado

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Um avião Cessna 172 caiu no Aeroporto Petrônio Portella nesta segunda-feira, 16, causando quatro mortes. Dentre os mortos, estão o instrutor de voo Rodrigo Viana Morais, de Minas Gerais; e os piauienses Marcos Ronald Rodrigues de Sá Sousa, Guilherme Rodrigues, 21 anos, e Marcus Escórcio, estudantes do curso de aviação. O Cessna 172 era um monomotor do aeroclube do Ceará, que servia para aulas de instrução de voo.

O coronel da Aeronáutica J. Roberto Mendes, perito em acidentes aéreos, pericia os destroços e investiga as causas do acidente. Nesta terça-feira, 17, os familiares velaram e enterraram os mortos no acidente. Mendes chefia os peritos que a Aeronáutica enviou para o Piauí para verificar as causas do acidente do avião. O superintendente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Wilson Estrela, confirmou a investigação feita pela equipe da Aeronáutica.

"O perito da Aeronáutica é um profissional experiente que vem de Recife (PE), especialista em acidentes aéreos. Ele conhece a mecânica do avião, motor e célula. É uma investigação preventiva para que não ocorra o mesmo acidente em outras aeronaves", explicou o superintendente.

A Infraero isolou o local para preservá-lo. Há uma viatura da Polícia Militar no aeroporto para evitar a aproximação de curiosos. O Instituto Médico-Legal (IML) liberou os laudos depois que as famílias reconheceram os corpos das vítimas, que estavam carbonizados. Algumas vítimas foram reconhecidas por impressões digitais e pela arcada dentária. Mas todos foram identificados, segundo o papiloscopista Francisco Pinheiro Martins. De acordo com Martins, oito profissionais trabalharam na identificação.

A mulher de Escórcio, vítima de acidente, Dulce Escórcio, afirmou que as condições do avião, utilizado na aula prática, causava desconfiança entre os alunos. "O avião apresentava problemas no aparelho de horizonte artificial (instrumento utilizado para orientar o piloto em voos noturnos) e não tinha bússola. Para realizar aquele voo eles tiveram que utilizar um aparelho de GPS. Ele faria o último voo dele como aluno e poderia atuar como piloto de aeronaves. Ele estava muito empolgado. Seria um voo solo. Ele ia até fazer uma festa com familiares e amigos", explicou a viúva.

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