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19 de Dezembro de 2013 - 17:22

Por Ricardo Della Coletta e Lisandra Paraguassu - Agencia Estado

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O diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, afirmou nesta quinta-feira, 19, que as negociação em Bali, fechadas no início deste mês, eram "críticas" e não foram fáceis, uma vez que não se concluía um acordo multilateral "há quase 20 anos". "Chegamos perto várias vezes, mas sempre falhamos no minuto final", disse Azevêdo.

Ele lembrou que estimativas apontam que os ganhos com o acordo, de facilitação das regras de comércio dos 160 membros da OMC, são expressivas. "Vocês viram algumas estimativas que elevam os ganhos a várias centenas de milhões de dólares por ano, alguns falam trilhão de dólares ao ano", disse o diretor-geral.

Azevêdo explicou que o acordo vai ser implementado ao longo do tempo. "Estamos negociando em Genebra quando o acordo vai entrar em vigor e como vai ser o processo de protocolização e sua implementação", concluiu.

O diretor geral da OMC se reuniu nesta tarde com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade, para discutir o impacto do acordo de facilitação de comércio fechado pela organização na Indonésia.

Roberto Azevêdo avalia que a onda de acordos bilaterais pode terminar por ajudar as negociações multilaterais. Com a mostra de que os 160 países da OMC são capazes de chegar a acordos, as normas bilaterais podem servir de base para as futuras negociações multilaterais.

"O interesse de negociar a abertura de mercados mais aprofundados ou disciplinas novas normalmente começa em acordos bilaterais ou regionais. Só depois essas práticas, se exitosas, começam a ser incorporadas nas negociações multilaterais", afirmou Azevedo. "0O sistema multilateral não é um desbravador de fronteiras comerciais. Isso é feito nos acordos bilaterais, regionais."

O diretor-geral da OMC disse que a projeção da entidade é que o comércio internacional tenha um crescimento na ordem de 4,5% no ano que vem. Azevêdo pontuou, no entanto, que esse índice ainda é considerado "anêmico" comparado com o histórico anterior à crise financeira de 2008, quando estava na casa dos 6%. "Este ano deve bater em 2,5%, talvez, e o ano que vem a nossa expectativa é de 4,5%", pontuou.

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