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06 de Janeiro de 2014 - 11:19

Por - Agencia Estado

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O partido governista de Bangladesh venceu as eleições realizadas no domingo, uma das mais violentas da história do país. Brigas de rua, baixo comparecimento às urnas e boicote da oposição marcara o pleito.

Embora uma vitória do partido governista Liga Awami já fosse esperada, o caos relacionado às eleições ontem fizeram o país mergulhar mais fundo na agitação e estagnação econômica e pode levar a mais violência.

Segundo a polícia, confrontos deixaram três mortos nesta segunda-feira em Dohar, nas proximidades da capital. Pelo menos 18 morreram no domingo quando a polícia disparou contra manifestantes e ativistas de oposição atearam fogo a mais de 100 sessões eleitorais.

"Estamos passando nossos dias com medo e ansiedade", disse Abdur Rahman, contador que mora na capital, Daca, onde soldados patrulhavam as ruas nesta segunda-feira. "Os dois maiores partidos não se importam com nada. Somente Alá sabe o que está reservado para nós."

A Liga Awani conquistou 232 dos 300 assentos do Parlamento, informou a Comissão Eleitoral nesta segunda-feira, muito mais do que os 151 exigidos para a formação de um governo.

A oposição exigia a renúncia do governo da primeira-ministra Sheikh Hasina, de forma que uma administração neutra pudesse supervisionar o pleito, pois afirma que a premiê pode fraudar o resultado eleitoral se permanecer no cargo, algo que ela nega.

Um grupo de partidos de oposição, dentre eles o Partido Nacionalista de Bangladesh, boicotou a eleição depois que Hasina recusou-se a atende suas demandas.

Apenas 22% dos eleitores compareceram às urnas, segundo funcionários eleitorais que pediram que seus nomes não fossem divulgados. Na última eleição, em 2008, 87% dos eleitores foram votar.

O jornal Daily Star, de Daca, descreveu as eleições como as mais terríveis da história do país e disse em editorial que a Liga Awani conquistou "uma vitória previsível e vazia, que não dá ao partido nem um mandato nem uma posição ética para governar de forma eficaz''.

Mas o editorial também faz críticas ao papel da oposição, ao alimentar a violência. "Os partidos políticos têm o direito de boicotar eleições. Eles também têm o direito de motivar as pessoas a amparar suas posições, mas o que é inaceitável é o uso da violência e da intimidação para impedir uma eleição", disse o jornal.

O Parlamento de Bangladesh tem 350 assentos, dos quais 300 são eleitos diretamente. Os demais são reservados para mulheres que são escolhidas por outros integrantes da câmara. Fonte: Associated Press.

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