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09 de Janeiro de 2014 - 15:07

Por Francisco Carlos de Assis - Agencia Estado

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O ex-secretário-executivo do Ministério da Fazenda Nelson Barbosa disse nesta quinta-feira, 9, que a política fiscal tem tentado equilibrar as demandas sociais com mudanças nos cenários econômicos doméstico e internacional que diminuíram as receitas do governo. "Isso implica redução do resultado primário" disse o ex-secretário em entrevista no evento "The Fifth Latin American Advanced Programme on Rethinking Macro And Development Economics", realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em São Paulo.

Barbosa, atualmente pesquisador e professor da FGV, prevê para este ano um superávit primário na ordem de 1,8% a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Perguntado pelo Broadcast se um superávit primário na medida prevista por ele seria uma ameaça ao rating do Brasil, já que as agências de classificação de risco aguardam um resultado de 2% a 2,1%, ele disse que não. "Acho que a diferença entre 1,8% e 2% não é muito grande macroeconomicamente para justificar uma mudança de rating. Acho que tudo pode ser explicado, desde que se converse com as agências de risco. Mais que números, as agências querem saber sobre trajetórias."

Para Barbosa, quando o governo sinalizar que fará um primário de 1,8% ou 1,9% e traçar trajetórias para 2015 a 2018, as preocupações em torno da política fiscal vão se dissipar. De acordo com ele, tais sinalizações deverão ser dadas até fevereiro, quando todos os membros do governo voltarem das férias. "Estas discussões (entre analistas de mercado) são temporárias", avaliou.

O temor das agências sobre o crescimento da dívida bruta em relação ao PIB não preocupa Barbosa. "Hoje a dívida bruta está em torno de 62% e seu crescimento vai depender de quanto recurso o governo vai colocar no BNDES. Como o governo já sinalizou que vai colocar menos recursos no BNDES, não vejo grandes pressões para o crescimento da dívida pelo lado da emissão de títulos" disse o ex-secretário.

Segundo ele, se houver algum crescimento da dívida bruta, será pelo lado do PIB. "A discussão sobre o crescimento da dívida é uma discussão sobre crescimento do PIB. E se a economia crescer mais a dívida bruta deve ficar estável ou cair", afirmou.

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