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18 de Dezembro de 2013 - 21:55

Por Murilo Rodrigues Alves e Rafael Moraes Moura - Agencia Estado

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O anúncio de moderação nas compras de título pelo Federal Reserve provocou mudança na atuação de sua contraparte brasileira no mercado de câmbio. O Banco Central informou nesta quarta-feira, 18, que vai reduzir de R$ 2 bilhões para R$ 1 bilhão semanal o programa de swap cambial, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. Até o fim do ano, o BC vai oferecer US$ 500 milhões em contratos desse tipo de segunda a quinta-feira. No ano que vem, mudará para US$ 200 milhões em todos os dias úteis da semana.

O programa será operado até o dia 30 de junho de 2014, totalizando a oferta de US$ 24 bilhões no mercado brasileiro. Outra mudança diz respeito à venda de dólares com compromisso de recompra, atualmente realizado às sextas-feiras com uma linha semanal de US$ 1 bilhão. No programa do ano que vem, esses leilões vão depender das condições de liquidez do mercado de câmbio, informou ontem o BC. A instituição também não descarta usar outros instrumentos.

Horas antes do anúncio do Fed, a presidente Dilma Rousseff disse que a economia brasileira já estava preparada para a medida, destacando que "não vai ficar essa história da tempestade". "Quando o governo americano, por meio do FED - Federal Reserve, que é o Banco Central deles, começar a reduzir esses R$ 85 bilhões, e ele vai começar, já fez vários sinais nessa direção... Em julho, junho, por exemplo, eles começaram a falar isso e deu uma turbulência no mercado: subiu o dólar e desvalorizou todas as moedas internacionais. Nós estamos extremamente preparados para isso", disse Dilma, em entrevista a emissoras de rádio de Pernambuco.

"O Banco Central está preparado, o Banco Central está atento a esse fato. E isso será algo que vai acontecer momentaneamente, não vai ficar essa história da tempestade. É o seguinte: ela começa e passa", afirmou.

Entre os motivos destacados pela presidente que protegeriam o Brasil de eventuais turbulências, estão a dívida líquida em relação ao PIB -de 35%- e a inflação no País, "sob controle", segundo Dilma.

"A nossa inflação está sob controle e vai fechar pelo 10º ou 11º ano consecutivo, sob controle, ou seja, dentro da meta, a meta é 4,5% com dois para cima, dois para baixo, ela vai fechar dentro da meta", garantiu.

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