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15 de Dezembro de 2013 - 10:38

Por - Agencia Estado

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O Banco Central Europeu (BCE) fez o que pode para estimular o crescimento na zona do euro, mas está pronto para agir em escala ainda mais ampla, disse o presidente do BCE, Mario Draghi, em entrevista concedida neste domingo ao jornal francês semanal Journal du Dimanche.

"No contexto de nosso mandato", o BCE fez tudo o que podia para estimular o crescimento, disse Draghi acrescentando que o banco central está "pronto e é capaz de agir em escala mais ampla".

Os bancos centrais dos Estados Unidos, do Reino Unido e do Japão adotaram medidas drásticas nos últimos dois anos para dar impulso a suas economias e evitar que a inflação atingisse patamares muito baixos, incluindo a compra de significantes volumes de títulos emitidos por seus respectivos governos para reduzir as taxas de juro de longo prazo.

O BCE emprestou aos bancos comerciais mais de 1 trilhão de euros (cerca de US$ 1,37 trilhão) há cerca de dois anos para evitar uma crise sistêmica, mas não conduziu programas de compra de títulos. O crescimento na zona do euro tem sido modesto e frágil, mas o bloco monetário não está vendo o tipo de desaceleração econômica que ocorre no Japão, argumentou Draghi. "Os preços não estão caindo de modo suficientemente forte ou de maneira generalizada para justificar o adiamento de investimentos", acrescentou.

A zona do euro saiu da recessão nesta primavera, mas não conseguiu superar o fraco nível de investimento e a taxa próxima do recorde de desemprego, que alcançou 12,1% em outubro. O PIB da região cresceu apenas 0,4%, em termos anualizados, durante o terceiro trimestre, bem abaixo das taxas vistas nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão.

Draghi disse que a Alemanha deve aumentar seus investimentos e a França continuar a implementar reformas para elevar a competitividade, evitando que a economia fique dependente de aumento de impostos. "Grandes esforços foram feitos, o que é importante é continuar o caminho das reformas. A competitividade na França continua insuficiente e o governo não pode mais depender de aumento nos impostos para recuperar as finanças públicas. A França necessita de estabilidade fiscal para que as companhias comecem a investir novamente", disse Draghi.

Draghi destacou que os bancos na zona do euro foram capazes de refinanciar empréstimos para empresas utilizando recursos do BCE e alguns conseguiram aumentar seu capital. Agora, devem ser convencidos a tomarem riscos que são benéficos para as economias, "notadamente, emprestar para as pequenas e médias empresas", afirmou. Fonte: Dow Jones Newswire.

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