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05 de Dezembro de 2013 - 12:46

Por Edgar Maciel - Agencia Estado

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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, confirmou a manutenção da taxa de juros em 0,25%, e afirmou que as análises econômicas e monetárias da instituição justificaram as decisões da avaliação da política monetária em novembro. Na última reunião, o BCE reduziu a taxa em 0,25 ponto porcentual para a mínima recorde da zona do euro.

"As pressões nos preços na zona do euro devem se manter contidas no médio prazo. Nesse quadro atual, a dinâmica monetária e de crédito também vão permanecer moderadas", disse. Segundo Draghi, as expectativas de inflação na União Europeia continuam na meta de 2%, tanto no médio como no longo prazo. "Nossa diretriz da política monetária continuará a ser acomodatícia durante o tempo que for necessário e, assim, continuará a ajudar a recuperação econômica da região", afirmou Draghi.

O presidente também disse que o Conselho do BCE confirmou a diretriz de manter a taxa de juros no nível atual, de 0,25%, ou até mesmo mais baixa por um período prolongado de tempo. "Esta expectativa se baseia em uma perspectiva global de inflação moderada no médio prazo, em função da fraqueza da economia e uma dinâmica monetária mais fraca", disse. Segundo Draghi, a região poderá experimentar um período prolongado de baixa inflação.

Draghi também afirmou que o BCE está pronto para considerar todos os instrumentos disponíveis para a política monetária. "Estamos monitorando de perto a evolução da economia e todos os instrumentos serão considerados no futuro", explicou.

O presidente da instituição europeia destacou a análise econômica da zona do euro, com um Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre em alta de 0,1%, após o crescimento de 0,3% no segundo trimestre. "A evolução dos indicadores de confiança em novembro são consistentes e observamos uma taxa de crescimento positiva também no quarto trimestre deste ano".

Neste cenário, Draghi previu que em 2014 e 2015, a produção deve se recuperar em um ritmo mais lento, apoiado por uma melhora na demanda interna e a atual política monetária acomodatícia. "A atividade da zona do euro também deve se beneficiar de uma reforço gradual da demanda por exportações", apostou.

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