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03 de Janeiro de 2014 - 17:16

Por Roberta Pennafort - Agencia Estado

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Dezoito anos depois da polêmica envolvendo o cachê de artistas que se apresentaram no réveillon do Rio, os valores pagos aos cantores escolhidos pela Prefeitura para animar o público de Copacabana na virada do ano voltaram a ser assunto. A discrepância entre o que foi recebido por Lulu Santos e Carlinhos Brown, R$ 550 mil, e Beth Carvalho, R$ 160 mil, foi o que chamou mais atenção.

A própria sambista, no entanto, não se incomodou. "É assim mesmo: cada artista faz seu preço, foi isso que aconteceu", disse Beth ontem, em tom apaziguador. "Não acho que haja discriminação contra o samba. Acho que no caso do Carlinhos Brown, tem o fato de o filme "Rio 2" estar sendo lançado (a animação foi o tema do réveillon carioca, num acordo entre a Prefeitura e a distribuidora do filme, a Fox)." Ela lembrou que o cachê "não vai todo para o artista, pois tem toda a equipe para pagar."

Copacabana tinha dois palcos. No principal, apresentaram-se Nando Reis, Lulu Santos e Carlinhos Brown, além da bateria da escola de samba Vila Isabel. No segundo, Beth foi a atração principal, precedida por Luis Carlinhos e Sylvinho Blau Blau, e sucedida pelas baterias da Beija-Flor e da Unidos da Tijuca.

No Facebook, circularam críticas ao fato de, aos quase 50 anos de carreira e importante contribuição à música brasileira, Beth ter recebido quase 3,5 vezes menos do que Lulu e Brown - que estão em evidência por conta da participação do programa da TV Globo "The Voice", de grande audiência e recém-finalizado.

O assunto é delicado. A Riotur não quis comentá-lo. Segundo a empresa, os valores foram apresentados pelos artistas, e coube à Prefeitura aceitá-los ou não. O Estado procurou também Nando Reis, que atendeu e disse que não tinha "nada a declarar". Ele teria recebido R$ 180 mil.

Lulu Santos não foi encontrado para falar do assunto. A assessoria de imprensa de Carlinhos Brown informou que R$ 550 mil não é muito diferente do que ele costuma receber, que é preciso cobrir os gastos com passagens e hospedagens para a equipe, que vem da Bahia, e que no réveillon o valor sobe. Informou ainda que o sucesso do "The Voice" não aumentou o cachê, apenas a procura por shows de Brown.

Na passagem de 1995 para 1996, a questão foi a diferença do que foi destinado a Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa e Milton Nascimento (R$ 100 mil para todos) e a Paulinho da Viola (R$ 35 mil). Os artistas participaram de uma homenagem ao compositor Tom Jobim em Copacabana.

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