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18 de Janeiro de 2014 - 08:22

Por Fernanda Guimarães e Silvia Araújo - Agencia Estado

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No feriado da Páscoa, a BM&FBovespa dará o primeiro passo para integrar o ambiente onde são realizadas as compensações e liquidações das operações feitas no mercado, como compra e venda de ações e de dólar. Hoje, as liquidações acontecem em ambientes diferentes: há um para cada tipo de produto (ações, derivativos, ativos e câmbio). Com a integração desses quatro "ambientes" - o que ainda depende de aprovação do Banco Central - a Bolsa estará preparada para prestar esse mesmo serviço a terceiros, o que significa que a chegada de um concorrente para negociar ações só deve acontecer em 2015.

O diretor-presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, está convencido de que a concorrência virá cedo ou tarde e que ela se dará apenas na etapa da negociação, que hoje corresponde a 6,3% dos R$ 2,5 bilhões em receita anual da bolsa. "A concorrência está se estruturando para disputar uma fatia pequena da receita", disse em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A parte de liquidação dessas operações terá de ser contratada e hoje a BM&FBovespa é a única empresa que detém essa expertise.

Desde meados de 2011, bolsas manifestam a intenção de se instalar no Brasil, porém, a concorrência pode ser realidade por aqui só depois da autorização e certificação por parte do Banco Central de um serviço de compensação e liquidação das negociações. A BM&FBovespa conta com a possibilidade de ter um concorrente desde 2007, quando a Comissão de Valores Mobiliários(CVM) abriu essa alternativa. "Mas quem determina a concorrência em qualquer país é o mercado. Se o mercado não tiver essa necessidade é muito pouco provável que o concorrente consiga se estabelecer."

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