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20 de Dezembro de 2013 - 08:55

Por AE - Agencia Estado

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O Banco do Japão (BoJ, o banco central do país) decidiu por unanimidade manter inalterada a meta da política monetária, ampliando o seu período de flexibilização agressiva e expressando confiança de que a economia do país vai continuar se recuperando mesmo após o aumento do imposto sobre vendas em abril de 2014.

O BoJ não fez nenhuma menção a redução do programa de estímulos norte-americana de US$ 85 bilhões para US$ 75 bilhões a partir do ano que vem que foi anunciada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) nesta quarta-feira. Durante a coletiva de imprensa, o presidente da autoridade monetária japonesa, Haruhiko Kuroda, deve comentar o movimento do BC norte-americano.

"No que diz respeito às perspectivas, a economia japonesa deve continuar apresentando uma recuperação moderada", disse o conselho de política monetária do BOJ.

O BoJ sinalizou que a economia pode ser afetada pelo aumento de imposto sobre vendas, mas manteve a confiança de que a tendência de uma recuperação moderada será mantida. Essa foi a primeira que o BoJ fez observações sobre o imposto sobre vendas durante a decisão de política monetária. Rumores indicam que o BoJ terá que lançar medidas de estímulos adicionais para amortecer os impactos econômicos propiciados pelo aumento do imposto.

Além disso, o banco central japonês atualizou ligeiramente seu ponto de vista sobre emprego e renda.

Além disso, o BoJ apontou para o enfraquecimento do iene que está beneficiando as exportações japoneses. Um iene mais fraco tende a elevar os preços de importação, o que não é necessariamente uma vantagem para o crescimento, mas pode melhorar as chances de a economia do país superar a deflação e atingir a meta de inflação em 2% até 2015.

Além disso, o banco central observou que a redução de estímulos do Fed pode reacender uma saída de fundos de economias emergentes, que entre os principais destinos das exportações japonesas. Isso poderia suspender os benefícios de ter um iene desvalorizado.

O conselho de nove membros decidiu por unanimidade manter a sua política de aumentar a base monetária em 60 trilhões de ienes a 70 trilhões de ienes por ano, principalmente por meio da compra de títulos do governo japonês.

"A economia do Japão está se recuperando moderadamente", disse o conselho em um comunicado divulgado após a sua última reunião de política monetária do ano. A avaliação foi a mesmo dos últimos três meses.

O membro do conselho, Takahide Kiuchi, ex-economista do Nomura Securities, propôs novamente que o compromisso de inflação do banco central fosse mais flexível para que as taxas de longo prazo se estabilizassem. Sua proposta foi rejeitada pelos outros 8 membros. Fonte: Dow Jones Newswires.

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