Publicidade

11 de Março de 2014 - 20:39

Por Cynthia Decloedt - Agencia Estado

Compartilhar
 

Os contratos de credit default swap (de proteção ao risco contra eventual calote) do Brasil foram os mais transacionados em termos de volume durante o quarto trimestre de 2013, alcançando US$ 65 bilhões, de acordo com boletim divulgado pela EMTA, associação que reúne representantes de bancos de investimento e dealers de mercados emergentes. O montante é 170% superior ao transacionado no quarto trimestre de 2012, quando o volume de negócios com CDS soberanos brasileiros foi de US$ 24,2 bilhões.

No acumulado de 2013, o volume de negócios com CDS soberanos brasileiros alcançou US$ 229,15 bilhões, também o mais elevado entre os emergentes. De acordo com a EMTA, as transações com CDS de emergentes atingiu US$ 1,064 trilhão, 31,5% acima de 2012. No quarto trimestre, o total transacionado com CDS soberanos de emergentes foi de US$ 142 bilhões, 94% acima do mesmo período de 2012 e 7% acima do terceiro trimestre de 2013.

"Os CDS soberanos são cada vez mais utilizados como instrumento de hedge, especialmente para o mercado de dívida corporativa de emergentes, que explodiu nos últimos anos. Como o mercado de CDS de dívida corporativa não é líquido, muitos investidores utilizam os CDS soberanos", disse o estrategista do mercado de dívida do Citi, Jeff Williams, na nota da EMTA.

"Além disso, como mais investidores estão preocupados com a desaceleração no ritmo de crescimento dos mercados emergentes e com um potencial fluxo de saída desses ativos, os CDS soberanos tornaram-se um instrumento mais usado, dada a maior liquidez", acrescentou.

Depois dos CDS do Brasil, os mais negociados no quarto trimestre e em 2013 foram os do México, com US$ 31 bilhões e US$ 115,58 bilhões, e os da Turquia, com US$ 29 bilhões e US$ 112,15 bilhões, respectivamente.

Publicidade

Publicidade

Mais comentários

Ainda não é assinante?

Compartilhe

Publicidade

Encontre um tema na

Pesquisa

Edição impressa

Enquete

Você acha que alertas em cardápios e panfletos de festas sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool contribuem para reduzir o consumo de bebidas por motoristas?