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11 de Março de 2014 - 03:14

Por Jamil Chade, correspondente - Agencia Estado

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O governo brasileiro enviou a Genebra uma equipe formada por representantes de diferentes ministérios, AGU e Suframa para explicar aos europeus que, no fundo, não há nenhuma violação às regras internacionais.

Pela primeira vez, porém, o sistema tributário brasileiro - atacado por todos - será usado como escudo legal. O governo vai tentar mostrar aos europeus que os benefícios fiscais, apontados por eles como ilegais, de fato não garantem nenhum benefício real.

O Brasil também vai mostrar aos europeus que, no fundo, os importadores também são beneficiados por outros incentivos e não existe um benefício maior para o produto nacional em relação ao estrangeiro.

Os europeus, após as explicações do governo, deverão decidir se mantêm a disputa na OMC, cujo passo seguinte é a convocação de três juízes para avaliar o caso. Mas o que ficará difícil de explicar é como BMW, Audi e outras cinco empresas resolveram investir em montadoras no Brasil depois que o governo reduziu impostos para quem investisse na produção local.

A Europa vai argumentar ainda que, nos últimos anos, o número de carros importados pelo Brasil sofreu forte queda. Em 2011, foram 857 mil unidades. Em 2013, cerca de 600 mil.

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