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20 de Janeiro de 2014 - 08:07

Por Demétrio Vecchioli - Agencia Estado

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Maior medalhista olímpico da história, Michael Phelps vai abandonar a aposentadoria iniciada após os Jogos de Londres, em 2012, para tentar aumentar a sua enorme coleção de medalhas na Olimpíada do Rio em 2016? Poucos sabem a resposta da pergunta que mais intriga atualmente jornalistas, nadadores e torcedores no esporte olímpico mundial. Um dos portadores desse segredo é um brasileiro: Gabriel Fidelis de Sousa.

Natural de Uberlândia, o nadador mineiro é quase um peixe fora d'água na North Baltimore Aquatic Club Swimmers, a equipe de Phelps nos Estados Unidos, que tem outros sete medalhistas em Olimpíada ou Mundial entre sua dezena de atletas. Gabriel nunca disputou uma competição de grande porte, apesar dos 24 anos. Na sua principal prova, os 200 metros peito, ele tem como melhor marca um tempo que o deixaria apenas em 26º lugar no Mundial de Barcelona, disputado no ano passado.

"Quando eu vim para cá (em julho do ano passado), não foi fácil, não. Meu inglês estava no basicão. Cheguei aqui e no primeiro dia dei de cara com o Michael Phelps. Para eles chega a ser engraçado como é que esse brasileiro veio parar aqui. Para ser sincero, até eu não sei. Eu tenho ideia de onde eu estou e dos meus resultados, que não dão nem para comparar com o deles", admite Gabriel, segundo colocado nos 200 metros peito no Torneio Open de Natação, em dezembro passado, em Porto Alegre.

O idioma não foi, porém, a única dificuldade encontrada pelo brasileiro, que enviou um e-mail para o consagrado treinador norte-americano Bob Bowman e foi aceito na equipe com a promessa de que daria o seu máximo para melhorar. Em Baltimore (EUA), Gabriel tem que nadar 14 quilômetros por dia, num treino muito mais forte do que o que estava acostumado em Uberlândia, onde ainda defende o Praia Clube, responsável por mantê-lo nos Estados Unidos acreditando no sonho de ter um atleta na próxima Olimpíada.

Em busca dessa meta, o mineiro nada ao lado do maior medalhista olímpico de todos os tempos, de quem recebe palavras de incentivo. "Nas séries difíceis, ele sempre fica dando palavras de apoio. Não só para mim, mas para todos. Basicamente é sempre assim: 'Vamos lá, Gabe, estamos quase lá. Mantenha o ritmo, você está indo muito bem'", conta Gabriel.

Mas o brasileiro não pode falar muito sobre Phelps. Afinal, a imprensa mundial quer saber se o astro norte-americano de 28 anos vai ou não voltar a nadar, resposta que a equipe mantém em segredo. "Ele faz o que ele pode, porque ficou muito tempo sem nadar. Ele não faz o mesmo programa, faz mais de leve. Mais básico. Ele viajou com a gente para St. Petersburg, mas não fez o mesmo programa", explica Gabriel, citando um camping realizado pela equipe de Baltimore na cidade da Flórida, na semana retrasada.

Até os principais veículos especializados em natação têm pouca informação sobre os treinos de Phelps. As referências a este camping na cidade de St. Petersburg apareceram só porque ele postou fotos na praia e crianças de um clube o viram treinando. "Tinha carro seguindo a gente, teve que chamar a polícia. Se tivesse gente tentando fotografar, não podia. É bem fechado isso", revela Gabriel.

Instruído a não falar sobre o assunto Phelps, Gabriel despista: "Ele não admitiu a volta dele hora nenhuma. Nem para gente. Ele quer estar em forma de novo e se achar que está em condições de nadar no nível que nadava, acredito que possa voltar".

Mas, ao mesmo tempo, o brasileiro também dá uma pista. "Eu queria poder dar mais informação, porque eu também quero falar o que eu sei, mas, infelizmente, a gente não pode. Eu vou poder, em breve, e vai ter até notícia muito boa", avisa Gabriel.

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