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07 de Março de 2013 - 09:01

Por Venilson Ferreira - Agencia Estado

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Um grupo de cerca de mil camponeses, ligados à Via Campesina, ao Movimento dos Sem-terra e ao Movimento Camponês Popular, está bloqueando desde as 6 horas desta quinta-feira as entradas principais da sede do Ministério da Agricultura. Para chegar ao local de trabalho, os servidores utilizam o acesso do prédio anexo ao Ministério, cuja entrada está liberada pelos manifestantes.

Rosana Fernandes, integrante da coordenação nacional do MST, afirmou que a mobilização pacífica visa pressionar o governo para acelerar o processo de reforma agrária e denunciar o modelo de desenvolvimento do setor rural brasileiro, que tem como prioridade o agronegócio. A líder camponesa diz que "o modelo é aliado ao latifúndio, utiliza-se de trabalho escravo, expulsa o trabalhador do campo, não produz alimentos para o povo brasileiro".

A manifestação, que é organizada pelos movimentos das mulheres camponesas, embora tenha a participação de muitos homens, reivindica o acesso ao crédito, à assistência técnica e a políticas como o Programa de Aquisição de Alimentos e o Programa Nacional de Alimentação Escolar, além da "intensificação da campanha de documentação rural". A mobilização faz parte da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres Camponesas. As manifestantes montaram dois acampamentos em Brasília, um ao lado do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) e outro lado da sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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