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13 de Janeiro de 2014 - 18:25

Por Tiago Décimo - Agencia Estado

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A prefeitura de Salvador anunciou nesta segunda-feira, 13, que a operação do carnaval será, pela primeira vez, "lucrativa" para os cofres da administração municipal, em 2014. De acordo com as contas da prefeitura, os custos estimados para a realização do evento, que dura uma semana, são de R$ 28 milhões e a captação líquida com patrocínios chegou a R$ 38 milhões - ante R$ 11 milhões na folia de 2013.

Os patrocinadores oficiais da festa foram apresentados pelo prefeito Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM), o ACM Neto, num evento em hotel do centro da capital da Bahia. Além dos contratos que já haviam sido anunciados - com Banco Itaú, Brasil Kirin (Schin), Grupo Petrópolis (Itaipava), Petrobras e governo do Estado -, ACM Neto incluiu no rol o grupo de telecomunicações Net.

A prefeitura soteropolitana promete coibir qualquer tentativa de venda de outros produtos nos circuitos oficiais da festa. De acordo com Bellintani, as áreas nas quais os eventos de carnaval ocorrem serão "fechadas" e o acesso será feito por pórticos, onde fiscais municipais e policiais revistarão comerciantes e público. Além disso, os pontos de venda dos 3,5 mil ambulantes cadastrados serão padronizados - equipamentos e uniformes serão fornecidos pelas empresas. "Será mais fácil de fiscalizar porque quem estiver com isopor solto está ilegal", avisa.

Segundo ACM Neto, 4 mil fiscais do Poder Executivo municipal atuarão na festa. "Vamos cumprir, exemplarmente, o que está estabelecido nos contratos, o compromisso de entregar aos parceiros privados o que foi firmado", promete. "Por outro lado, também estamos atentos com o preço dos produtos. Não é porque existe a exclusividade que vai se poder cobrar qualquer valor. Mas nossos parceiros têm o compromisso de garantir preços compatíveis com os praticados no mercado."

O diretor de Mercado do Grupo Petrópolis, Douglas Costa, afirma que "ninguém vai ficar sem beber no carnaval por causa do preço", mas diz que os valores praticados nos circuitos ainda não foram definidos. "Como estamos chegando agora ao Nordeste (a primeira fábrica da empresa na região foi inaugurada em novembro), nosso maior interesse é que as pessoas experimentem e conheçam nossos produtos", diz. "Neste momento, isso é mais importante que a exposição da marca para a empresa."

Durante a apresentação, o Executivo municipal afirmou que, dos contratos apresentados, o único que ainda não havia sido formalmente firmado era o com o governo da Bahia, no valor de R$ 4,1 milhões. Representando o governador Jaques Wagner (PT), o secretário de Comunicação do Estado, Robinson Almeida, tentou obter um abatimento no valor. "O investimento total do governo na festa, em áreas como Segurança Pública e Saúde, chega a R$ 55 milhões", disse. "Pela apresentação, dá para ver que a prefeitura pode receber um valor menor", argumentou, arrancando risos da plateia.

Em seguida, Bellintani respondeu. "Exatamente por entender que o governo é um parceiro importante na festa, por saber que sem essa parceria não seria possível fazer esse evento, que o contrato que a prefeitura apresentou ao governo é o único que tem o mesmo valor que teve no ano passado."

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