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05 de Dezembro de 2013 - 13:34

Por Roberta Pennafort - Agencia Estado

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O secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse nesta quinta-feira, 05, no Rio que teme pela vida do ex-deputado José Genoino caso ele volte para a prisão. "A gente tem que confiar nos pareceres técnicos dos médicos. O parecer da Procuradoria (Geral da República), apontando que ele corre efetivamente riscos, é um indicador de uma instância absolutamente isenta que recomenda que ele tenha prisão domiciliar. A nossa expectativa é que haja bom senso e que ele fique numa situação em que possa se cuidar. Todos nós tememos (pela vida dele). Eu sei dos riscos que ele tem", disse Carvalho.

Ele acha que o laudo da Procuradoria, que recomenda a prisão domiciliar por 90 dias, deve ser o parecer considerado, e não o da junta médica do Hospital Universitário de Brasília formada para avaliar o estado de saúde de Genoino, que concluiu que ele tem uma cardiopatia não-grave. Carvalho ainda não visitou os companheiros do PT presos desde o dia 15 de novembro.

Ao falar sobre a situação do ex-ministro José Dirceu, que teve negado pela Justiça pedido de prioridade para a análise de sua contratação pelo Hotel Saint Peter, Carvalho acusou a imprensa de não investigar com tanto afinco o caso do escândalo de corrupção em São Paulo. "O que eu recrimino é toda a espetacularização e o tipo de jornalismo dirigido que se faz na questão do Zé Dirceu. Você compara o tratamento que a imprensa tem dado ao caso de SP e ao caso do pessoal do PT, veja a diferença. Tirando o Estado de S.Paulo, não se pergunta pelo crime, se recrimina o acusador. Em SP os volumes de recursos públicos passíveis dessa acusação são muito, muito maiores do que os recursos públicos em jogo no caso do mensalão. Vai-se ao Panamá procurar saber quem é o dono do hotel onde trabalham 400 pessoas porque o Zé Dirceu está sendo contratado, e não se dá o mesmo rigor para um caso escabroso de acusação em que efetivamente há desvios de recursos públicos".

Ele também criticou o PSDB: "O PSDB está fazendo um jogo de não ir ao ponto, um teatro, se eximindo de dar respostas. Esse tratamento diferenciado é que é inaceitável. No caso do PT, nossos acusados foram condenados antes do STF, publicamente, e agora é o contrário. Não estamos numa rebelião contra a justiça. Nós sabemos que cometemos erros, que estamos sendo punidos por um erro de caixa 2 transformado nesse grande espetáculo. Mas não nos conformamos com os dois pesos e duas medidas."

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