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11 de Março de 2014 - 06:31

Por (AE) - Agencia Estado

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O governo dos EUA emitiu um comunicado cauteloso sobre a mudança política na Ucrânia, mas apoiou no geral as decisões do Parlamento do país de estabelecer novas eleições presidenciais em maio e destituir o presidente Viktor Yanukovych do cargo.

A posição adotada pela Casa Branca deverá colocar o governo em desacordo com Moscou, uma situação que tem se esforçado para evitar. Autoridades russas classificaram os desdobramentos políticos na Ucrânia como uma ameaça à ordem constitucional no país.

No entanto, o comunicado da Casa Branca está em linha com os de outros países europeus, que têm apoiado a rápida mudança de governo em Kiev. "Nós defendemos sempre a redução da violência, a mudança constitucional, um governo de coalizão e eleições antecipadas, e os desdobramentos de hoje podem nos mover para esse objetivo", disse a Casa Branca em um comunicado. "Congratulamos o trabalho construtivo no Rada (Parlamento da Ucrânia) e continuaremos a pedir a formação de um amplo governo tecnocrático de unidade nacional." A Casa Branca elogiou também a libertação da ex-primeira-ministra e líder da oposição ucraniana Yulia Tymoshenko da prisão.

Apesar da possível tensão com Moscou, o governo dos EUA prometeu neste sábado cooperar com os líderes russos, bem como com outras autoridades. "No futuro, nós vamos trabalhar com nossos aliados, com a Rússia e com organizações adequadas europeias e internacionais para dar apoio a uma Ucrânia forte, próspera, unificada e democrática", disse a Casa Branca. "No futuro, o povo ucraniano deve saber que os EUA valorizam profundamente os laços de longa data com a Ucrânia e darão apoio na busca por um caminho de democracia e desenvolvimento econômico."

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu que o governo e a oposição da Ucrânia preservem a unidade nacional e realizem negociações para superar a crise. "Nessa situação crítica, todas as partes envolvidas precisam estar cientes de sua responsabilidade com o futuro e unidade nacional da Ucrânia. Ambos os lados precisam ser cuidadosos em não criar fatos que podem ter consequências fatais", disse o ministro em um comunicado. Fonte: Dow Jones Newswires.

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