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05 de Março de 2013 - 18:51

Por AE - Agencia Estado

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O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, enfrenta uma "situação de complicação" em seu estado de saúde e encontra-se no momento mais delicado desde a cirurgia a que foi submetido em dezembro, afirmou nesta terça-feira seu vice-presidente e herdeiro político, Nicolás Maduro, durante extenso pronunciamento em Caracas. "Há uma situação de complicação no meio da batalha do comandante presidente por sua saúde", disse Maduro.

O vice de Chávez observou que, "diante dos riscos que estamos neste momento vivendo", o governo decidiu informar sobre "a difícil situação que pode evoluir nas próximas horas" e afirmou que uma nova infecção está sendo tratada.

Maduro pronunciou-se sobre a saúde de Chávez depois de uma reunião com a equipe de ministros, com o alto comando militar e com alguns governadores chavistas para avaliar os avanços dos programas do Estado.

A reunião aconteceu depois de o ministro de Comunicações, Ernesto Villegas, ter afirmado na véspera que a saúde de Chávez havia piorado. Ele citou a aparição de uma nova infecção e a piora das funções respiratórias do presidente, que há quase dois anos luta contra um câncer.

Segundo Maduro, Chávez foi de alguma forma envenenado por seus "inimigos" para desenvolver o câncer contra o qual vem lutando há quase dois anos. "Por trás de todos (os complôs) estão os inimigos da pátria", declarou Maduro em pronunciamento na televisão estatal venezuelana.

A admissão da piora do estado de saúde de Chávez intensificou rumores e dúvidas sobre a situação do governante e o futuro do país. No início do dia surgiram rumores de que altos funcionários do governo estariam preparando uma declaração sobre o futuro do governo Chávez.

Na televisão estatal, Maduro disse que a reunião foi convocada para discutir a saúde de Chávez e o que qualificou como complôs para desestabilizar a Venezuela.

O presidente venezuelano foi reeleito para um novo mandato em outubro do ano passado, mas a recorrência de um câncer impediu sua posse, originalmente programada para janeiro e posteriormente adiada por tempo indeterminado.

O vice-presidente identificou o coronel norte-americano David Delmonaco como um dos expulsos, mas não mencionou a identidade do adido da Força Aérea lotado na embaixada que também terá de deixar a Venezuela.

Maduro acusou os dois estrangeiros de espionarem o exército venezuelano. Delmonaco e o adido não identificado têm 24 horas para deixar o país, afirmou o vice-presidente. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.

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