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25 de Dezembro de 2013 - 20:18

Por Gabriela Vieira - Agencia Estado

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A economia da China deve crescer 7,6% em 2013, valor ligeiramente abaixo dos 7,7% registrados no ano passado, segundo relatório do Conselho de Estado divulgado pela agência de notícias estatal Xinhua nesta quarta-feira. De acordo com o documento, o ritmo do crescimento econômico do país tem sido superior ao esperado desde 2011, mas há uma tendência de desacelaração.

O relatório avalia a execução do 12º plano quinquenal do país, relativo ao período de 2011 a 2015, que estabeleceu uma meta de crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) chinês de 7% ao longo dos cinco anos. Em 2011, o crescimento da economia foi de 9,3% e em 2012, de 7,7%. No primeiro semestre deste ano, o PIB registrou alta de 7,6%, segundo o relatório.

"Não podemos negar uma pressão descendente sobre o crescimento econômico" afirmou aos parlamentares o ministro encarregado da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reformas (CNDR), Xu Shaoshi. Ele frisou que ainda existem incertezas na recuperação da economia mundial e que o mercado internacional não foi capaz de produzir uma forte demanda.

De acordo com o ministro, no mercado interno, o aumento dos custos trabalhistas e ambientais são um desafio ao padrão tradicional de crescimento. Outros obstáculos citados por Xu foram o aumento dos riscos da dívida pública e o excesso da capacidade industrial instalada, resultados de investimentos desenfreados do governo em projetos industriais. Grandes investimentos em projetos de infraestrutura com pouco retorno, excesso de capacidade das indústrias e projetos imobiliários reduziram a liquidez e a eficiência da economia, apontou Xu.

O documento listou ainda outros desafios que a China deverá enfrentar no futuro, como a reestruturação econômica lenta e o aumento da poluição. Para o Conselho de Estado, a solução é uma reforma abrangente em vários setores para aproveitar o papel decisivo do mercado na alocação de recursos e melhorar o desempenho do governo.

Buscando evitar grandes flutuações econômicas, a China irá aumentar ainda mais a flexibilidade da taxa de juros e coordenar as políticas fiscal, industrial, monetária, ambiental e de uso da terra, diz o documento, e lidar cuidadosamente com a dívida pública, assegurando as necessidades razoáveis de liquidez.

Ainda segundo o relatório, o governo chinês continuará a cortar o excesso de capacidade em setores como aço, cimento, alumínio eletrolítico, vidro e construção naval e conter a expansão do alto consumo de energia e dos altos níveis de poluição.

Para equilibrar o desenvolvimento das regiões, o governo também prometeu trabalhar para remover as barreiras de mercado em todo o país e reformar os serviços públicos que estão vinculados ao registro de residência.

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