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08 de Dezembro de 2013 - 17:40

Por - Agencia Estado

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Pequim, 08 (AE) - A China registrou seu maior superávit comercial em quase cinco anos, com forte crescimento das exportações e uma alta modesta das importações, o que deve voltar a ser um fonte de atrito com os Estados Unidos.

Em novembro, o superávit comercial chinês subiu para US$ 33,8 bilhões, de US$ 31,1 bilhões no mês anterior. As exportações subiram 12,7% ante novembro do ano passado, bem acima do crescimento de 5,6% de outubro. Segundo especialistas, isso representa um sinal positivo tanto para a economia global quanto para a China.

Mas as importações tiveram alta mais modestas, de 5,3% em termos anualizados, agravando o superávit comercial do país e elevando o superávit com os Estado Unidos para US$ 22,4 bilhões em novembro. O persistente superávit comercial fonte de disputas entre e Pequim e Washington e levou a China a acumular US$ 3,66 trilhões em reservas cambiais no final do terceiro trimestre.

Apesar dos compromissos do governo chinês em estimular a demanda doméstica e liberalizar sua taxa de câmbio, as exportações do país continuam a superar a importações praticamente todos os meses.

Com as importações fracas, o superávit comercial em novembro foi o maior desde janeiro de 2009. "As importações foram decepcionantes", disse Ma Xiaoping, economista do HSBC. "A demanda doméstica ainda está morna."

As exportações chinesas, que já foram o maior motor da economia, sofreram desde a crise financeira, já que Europa e Estados Unidos deixaram de ser uma fonte segura de demanda, mas a recuperação gradual no mundo desenvolvido nos últimos meses melhorou as perspectivas para o setor exportador chinês.

As exportações chinesas para a Europa e Estados Unidos subiram 18,4 e 17,7% respectivamente, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, mas os economistas lembram que os dados de novembro de 2012 foram bastante fracos.

Os dados também podem ter sido distorcidos por fluxos de fundos de investimentos disfarçados como pagamentos comerciais, uma forma de as empresas contornarem o sistema de controle de capital chinês. Fonte: Dow Jones Newswires.

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