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02 de Janeiro de 2014 - 10:50

Por Lourival Sant'Anna - Agencia Estado

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O secretário de Agricultura de Goiás, Antonio Flávio Camilo de Lima, testemunhou o ímpeto com que os chineses desembarcaram no Brasil, em 2011. Queriam converter o norte do Estado, na época voltado para a pecuária, em produtor de soja. Não se interessaram pelo sul de Goiás, que já produzia soja, porque não queriam concorrer com as tradings que lá compram o grão todos os anos.

"Eles queriam 6 milhões de toneladas por ano", lembra o secretário. "Na época, Goiás produzia 7 milhões." Levaram muito tempo a convencê-los a começar mais devagar, com 300 mil toneladas. Lima foi à província de Heibei, que é "irmã" do Estado de Goiás, e chegou a firmar um memorando de entendimento. Mas, assim como apareceram, os chineses sumiram.

No Mato Grosso também os chineses chegaram com a mesma sangria desatada e acabaram desistindo e concentrando-se na Bahia. Jairo Vaz, da Secretaria de Agricultura da Bahia, observa que no norte do Mato Grosso, na Amazônia Legal, a lei permite explorar apenas 20% da terra, e manter 80% de reserva, enquanto no cerrado baiano é o inverso: 80% pode ser cultivado.

Juntos, Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia, Estados conhecidos pela sigla Mapitoba, produzem 10 milhões de toneladas de soja, salienta Jairo Vaz. Isso representa pouco menos da metade do que o Brasil exporta para a China.

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