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11 de Março de 2014 - 04:45

Por Itaan Arruda, especial para O Estado - Agencia Estado

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A interrupção da BR-364 na região do município rondoniense de Jaci-Paraná, a 100 quilômetros de Porto Velho, por causa das chuvas, deixa isolado por via terrestre o Estado do Acre. A estrada é a única via de ligação rodoviária do Estado com as demais regiões do País. Três distribuidoras de combustível já estão com estoques esgotados. Na noite de segunda-feira, 16, já se formavam filas nos postos da capital do Acre, Rio Branco. A situação levou o governo a montar um gabinete de crise para acompanhar e gerenciar a situação.

O governador Tião Viana (PT) convocou na manhã desta terça-feira, 18, manhã uma entrevista coletiva, acompanhado de empresários do setor de combustível, distribuição de alimentos, medicamentos e da construção civil. "Alguns postos estão com gasolina para os próximos dois ou três dias", afirmou Viana. "Conversamos com a BR Distribuidora, que nos assegurou que tem, em Cruzeiro do Sul, estoque suficiente para nos atender, em gasolina, para os próximos 20 dias." Cruzeiro do Sul é a segunda maior cidade do Acre e fica no extremo oeste do Estado, em uma região conhecida como Vale do Juruá, normalmente abastecida via fluvial, com balsas vindas de Manaus.

O governo do Acre também acionou a representação do Brasil no Peru. "Caso seja necessário, vamos garantir o abastecimento de combustível com o produto chegando via portos de Illo, no Peru", afirmou Viana. São dois dias de viagens de Illo até Rio Branco.

"Não é hora de especulação", afirmou o presidente do Sindicato do Comércio e Varejo de Combustível no Acre, José Magid, descartando qualquer possibilidade de aumento do preço do produto. "Não é preciso estocar produtos. Não há necessidade", completou. O estoque regulador de cimento, de acordo com os empresários, também está normalizado. Há, atualmente, cerca de 20 mil sacas.

Além da questão da interrupção da BR-364 por conta das águas do Rio Madeira na cidade de Jaci-Paraná, outro problema agrava a situação. A comunidade no entorno da cidade protesta, alegando que, antes das obras das usinas hidrelétricas, esse problema não ocorria. A reclamação foi aceita pelo Ministério Público de Rondônia.

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