A liberalização do mercado de voos entre o Brasil e os Estados Unidos pelo acordo de "céus abertos" firmado em 2010 está abrindo caminho para o avanço das companhias aéreas americanas no País. Embora tenham começado a reagir com mais força à atuação agressiva das estrangeiras, as empresas brasileiras têm ficado para trás.
Um dos fatores que dão mais força às concorrentes americanas e europeias é a escala. O consultor Nelson Riet, ex-diretor da Varig, explica que as rotas entre a América do Sul e América do Norte representam uma pequena parte do mercado da American Airlines, enquanto têm um peso maior para a TAM frente ao total de suas operações. "Isso significa que a American Airlines aguenta perder dinheiro nesse mercado por muito mais tempo que a TAM", diz.
De olho nessa demanda, a American Airlines é a companhia que tem puxado para cima a oferta de voos desde a assinatura do acordo de "céus abertos". Graças às 56 frequências extras para fora do eixo Rio-São Paulo liberadas nos últimos dois anos, a companhia conseguiu ampliar o número de voos para 102 por semana.
As companhias nacionais não ficaram paradas. A TAM ganhou força com a associação com a chilena LAN na Latam e a Gol também está demonstrando maior apetite pelo mercado. A empresa controlada pela família Constantino arrumou um meio de entrar nesse segmento sem comprar aviões com mais autonomia: faz uma parada em São Domingos, na República Dominicana, para levar passageiros do Rio e São Paulo à Flórida.



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