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15 de Janeiro de 2014 - 13:37

Por Thaise Constancio - Agencia Estado

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O Rio de Janeiro acaba de ganhar um "novo" habitante. Trata-se do crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro, o "Sahitisuchus fluminensis", que surgiu junto com os dinossauros, há 230 milhões de anos, e conseguiu sobreviver à extinção dos répteis gigantes, 65 milhões de anos atrás. Esta é a espécie mais antiga encontrada no Estado e foi apresentada nesta quarta-feira, 15, no Museu de Ciências da Terra, na Urca, zona sul da cidade.

O fóssil do Sahitisuchus fluminensis foi encontrado no Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, no município de Itaboraí, região metropolitana do Rio, na década de 1940. No "Berço dos Mamíferos", como também é conhecido o parque, os cientistas encontraram o crânio parcialmente completo (com 32 centímetros) e bastante conservado, com as primeiras vértebras cervicais acopladas ao crânio.

"A região de Itaboraí é característica de animais pequenos. Mesmo as aves e mamíferos daquela região que sobreviveram, costumam ser pequenos", disse o pesquisador Alexandre Keller. Ele ressaltou que no Parque Paleontológico de São José, único do Estado, foram encontrados milhares de ossos e dentes, principalmente de mamíferos marsupiais.

Somente depois de 70 anos de estudos, os paleontólogos Alexandre Keller, André Pinheiro, do Museu de Ciências da Terra do Centro de Pesquisas de Recursos Minerais (CPRM), e Diógenes Campos, do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram reconstruir o animal.

A apresentação do crocodilo guerreiro demorou tanto porque os cientistas precisaram reunir outros materiais (como dentes) para identificar características próprias do fóssil. Ele seria um predador carnívoro (com dentes serrilhados e focinho alto e comprido), semiaquático, ágil, com aproximadamente dois metros de comprimento e que (creem os cientistas) caçava em bando.

O crocodilo guerreiro do Rio de Janeiro pertence a um grupo natural da América do Sul, com espécies encontradas também na Bolívia e na Argentina. Apesar de ter sobrevivido à grande extinção do período Cretáceo (145 milhões a 65 milhões de anos atrás), atualmente, não há descendentes da espécie.

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