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12 de Dezembro de 2013 - 12:01

Por Eduardo Rodrigues - Agencia Estado

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O Brasil continuou em penúltimo lugar em um ranking de competitividade comparado a outros 14 países com características econômico-sociais ou posicionamento de mercado semelhantes. De acordo com estudo divulgado nesta quinta-feira, 12, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil caiu da 13ª colocação no ano passado para a 14ª em 2013, devido à inclusão da Turquia no relatório. O Canadá continua líder nesse grupo, enquanto a Argentina está na última posição.

Dos oito quesitos avaliados, o Brasil está entre os últimos colocados (11ª a 15ª posição) em cinco. Nos três restantes, o País ocupa uma posição intermediária (5º a 10º lugar).

Na comparação entre o estudo de 2012 e o deste ano, o Brasil só apresentou melhora de desempenho em apenas dois dos oito quesitos avaliados. No aspecto "disponibilidade e custo de capital", o Brasil passou de último para penúltimo, enquanto em termos de "ambiente macroeconômico" o País também saiu da última posição para alcançar a 10ª.

Por outro lado, o desempenho do Brasil piorou nos quesitos "infraestrutura e logística", "tecnologia e inovação" e "disponibilidade e custo de mão de obra". Ainda assim, esse último aspecto é o que tem melhor desempenho do País, ocupando a 7ª posição. Além do Brasil, foram avaliados África do Sul, Argentina, Austrália, Canadá, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Espanha, Índia, México, Polônia, Rússia e Turquia.

Na avaliação do diretor de Políticas e Estratégia da entidade, José Augusto, o resultado do estudo mostra que os avanços brasileiros ainda são lentos. "Nossa velocidade não é suficiente. Outros países estão trabalhando com mais rapidez. Às vezes ficamos contentes com nossos avanços, mas não os comparamos com avanços mais expressivos que nossos concorrentes vêm tendo", avaliou Augusto.

De acordo com o diretor, a CNI mapeou 47 projetos estratégicos que poderiam ajudar o País a dar esse salto em relação ao nossos principais concorrentes no mercado internacional. "O ano de 2014 será um ano especial, de debate no País por causa das eleições", acrescentou.

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