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09 de Dezembro de 2013 - 18:58

Por Marcelo Portela - Agencia Estado

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A ex-presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e Simone Vasconcelos, ex-diretora das agências de publicidade do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, chegaram no fim da tarde de desta segunda-feira, 09, no Complexo Penitenciário Estevão Pinto, no bairro Horto, região Leste de Belo Horizonte. É na unidade que elas devem cumprir as penas de 16 anos e oito meses e de 12 anos e sete meses de prisão, respectivamente, a quem foram condenadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão.

As duas foram transferidas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (Colmeia) e chegaram ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na região metropolitana da capital mineira, pouco depois das 12h. Por causa do esquema de logística elaborado pela Polícia Federal (PF), apenas no meio da tarde elas deixaram o terminal e foram encaminhadas para o Instituto Médico-Legal (IML) de Belo Horizonte, antes de serem levadas para a Estevão Pinto.

A transferência para a unidade da capital foi autorizada pelo presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, na semana passada. No presídio, segundo a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) de Minas, elas foram submetidas a procedimentos de revista e entrevistas com assistentes sociais e psicólogos para "desenvolvimento do primeiro perfil". Em seguida, receberam os uniformes vermelhos, com chinelos, que usarão na unidade e foram encaminhadas para uma cela de triagem, que vão dividir por cerca de dez dias.

Após este período, Kátia e Simone vão ser transferidas para as celas comuns. Na Estevão Pinto, que tem capacidade para 374 detentas e hoje abriga 300, há celas individuais e duplas, com oito metros quadrados, e alojamentos para até 20 presas. Não foi informado em qual elas ficarão após o período de triagem. As celas têm cama de alvenaria, pia, vaso sanitário e banheiro com chuveiro com aquecimento solar. Nos alojamentos há aparelhos de TV e cada presa pode ter ainda um rádio pequeno. As presas também podem requisitar livros na biblioteca do presídio.

Na Estevão Pinto, cerca de 200 presas trabalham em atividades internas ou em construção civil, cozinha industrial e outros tipos de serviços realizados por meio de parcerias com nove instituições públicas e privadas. Para ter direito ao benefício - cada três dias trabalhados dá remição de um dia na pena - Kátia e Simone, como as outras presas, terão que passar pela Comissão Técnica de Classificação (CTC), que avalia, a cada 12 meses, se elas estão aptas às atividades.

Na unidade, as duas terão que comer a alimentação servida às demais presas, elaboradas por nutricionistas e compostas normalmente por café da manhã com pão, manteiga e leite e café, servido às 7h, e, às 11h, almoço com arroz feijão, carne e outra guarnição e uma fruta ou doce de sobremesa. Às 14h e 17h as mesmas refeições são servidas novamente. Familiares podem levar alimentos, desde que sejam aprovados pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) e entregues em dias específicos.

Ainda de acordo com a Seds, durante a triagem, as duas condenadas poderão receber visitas apenas dos advogados. Após este período, elas terão os mesmos benefícios das demais detentas, com a possibilidade de receberem visitas íntimas que devem ser agendadas de segunda-feira a sexta-feira e visitas sociais aos sábados e domingos, das 8h às 17h. Os visitantes devem ser cadastrados e aprovados pelo Núcleo de Assistência à Família (NAF).

Kátia foi condenada lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e evasão de divisas, crimes pelos quais terá também que pagar multa de R$ 1,5 milhão. Simone foi sentenciada por corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro e, além da pena de prisão, também foi multada em R$ 263 mil.

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